A investigação começou com algo tão simples quanto uma nota fiscal. Um livro comprado por dois reais e revendido a quarenta. Depois outro por cinco, faturado por oitenta. Nas planilhas frias encontradas pela Polícia Federal, os números pareciam gritar sozinhos: havia ali uma aritmética impossível de ser explicada pelo mercado. O dono da Life Tecnologia Educacional, André Gonçalves Mariano, surgia como o maestro de um sistema que transformava páginas impressas em uma máquina lucrativa de dinheiro público.
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