#Agamenon: Na Rússia como um Russomano
Nosso jornalista em missão clandestina na Putinpalooza
A bem da verdade, não deveria estar escrevendo nesta segunda, uma vez que me encontro em lugar secreto, remoto e ignoto e que só irei revelar agora para os meu dezessete leitores e meio (nunca esqueço do anão...) com a promessa de segredo absoluto de Justiça. Escrevo diretamente da Praça Vermelha, em Moscou, capital da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas, a maior potência comunista de todos os tempos.
Reconheço que cheguei com 35 anos de atraso, ao contrário dos militantes do PT, do PSOL, do PSTU e do Centrão. Os três primeiros por uma questão de fé teo-ideológica, mas os do Centrão é por pura ignorância mesmo. A esquerda brasileira é a única no mundo em que ainda acredita piamente na existência do Socialismo, nos ascensoristas de elevador, nos frentistas de posto de gasolina e no ET de Varginha. Não necessariamente nesta ordem.
Estou aqui na URSS a convite de Vladimir Ilitch Putin, o John Lenin, que me contratou para fazer uma palestra no Putinpalooza, um evento exclusivo e misterioso em que brasileiros ricos e poderosos se reúnem bem longe do país para discutir os problemas do Brasil que, no caso, sempre são as suas negociatas.
Como estou em missão secreta tenho que passar despercebido na multidão. Para isso, ando disfarçado de turista: camisa florida, bermudas, sandálias com meias, óculos escuros e uma câmera fotográfica pendurada no pescoço. Chove torrencialmente e a temperatura é de 12 graus Celsius no ameno outono soviético.
O Putinpalooza não se trata apenas de acordos inconfessáveis e regabofes pantagruélicos. Tem a parte de eventos lúdicos também. Este ano, além dos shows de sertanejo universitário e da Ivete Sangalo, vai rolar o Festival de Arremesso de Dissidentes Pela Janela, espetáculo imperdível e muito animado.
Nos magazines e boutiques moscovitas a Guerra Fria está em liquidação, tudo 70% off, pois, mais uns dias estaremos em pleno verão soviético.
Emocionado, encontro os meus velhos amigos da KGB e que depois da derrubada do Muro de Berlim foi substituída pela FSB, do publicitário Chiquinho Brandão.
Visito as instalações da Lubianka, que frequentei tantos anos atrás, na época do saudoso camarada Stalin. Naqueles tempos que sempre voltam mais, dava plantão nas lúgubres masmorras da Lubianka, ora como torturador, ora como torturado, afinal no Socialismo é tudo igual para todo mundo.
É muito bom estar aqui, um lugar de pessoas puras e ingênuas, que ainda acreditam no Socialismo e nas mentiras da família Bolsonaro.
Agamenon Mendes Pedreira é jornalista secreto da ABIN.
____________________
Por Marcelo Madureira & Hubert de Carvalho Aranha.
Conheça o Substack do Agamenon 👇






Festival de Arremesso de Dissidentes Pela Janela, espetáculo imperdível e muito animado. MUITO BOM!!
🏆👏🏻
#VoltaCasseta!