#AiatolásDePutin
Garry Gasparov afirma que para combater o Irã é preciso também combater Putin
O eterno enxadrista russo Garry Kasparov escreveu um artigo interessante onde afirma que a crise envolvendo o Irã deve ser entendida também a partir da guerra entre Rússia e Ucrânia. Para ele, esses conflitos não são episódios isolados, mas partes de uma mesma disputa internacional em que regimes autoritários cooperam entre si. A Rússia e o Irã aparecem, no texto, como aliados estratégicos que compartilham armas, tecnologia militar e interesses políticos.
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Kasparov destaca especialmente o papel dos drones iranianos Shahed, usados pela Rússia em ataques contra cidades e infraestrutura ucraniana. Segundo ele, a Ucrânia acumulou experiência importante no combate a esse tipo de ameaça, mas os Estados Unidos não aproveitaram plenamente esse conhecimento, quando não deu apoio apoio a Zelensky e nem permitiu ações mais fortes contra instalações russas ligadas à produção de drones.
Gasparov também chama atenção para o fato de que a cooperação militar entre Moscou e Teerã funciona nos dois sentidos. O Irã ajuda a Rússia com drones e treinamento, enquanto a Rússia fornece ao Irã armas, equipamentos e apoio tecnológico. Para Kasparov, isso mostra que enfraquecer apenas um desses regimes não basta, pois eles se sustentam mutuamente e ampliam sua capacidade de desafiar os interesses ocidentais.
A conclusão do artigo é que qualquer política séria contra o Irã precisa levar em conta a guerra na Ucrânia. Kasparov afirma que elas estão ligadas e defende que os Estados Unidos e seus aliados apoiem mais fortemente os ucranianos, inclusive com equipamentos militares já disponíveis, para reduzir a capacidade russa e, indiretamente, também enfraquecer a capacidade do Irã. Em sua visão, combater essa aliança autoritária exige uma estratégia integrada, e não respostas separadas para cada crise isolada.





Tanto analista só falando bobagens. Precisou um enxadrista falar algo sensato..
Sem dúvida o Kasparov está correto. E ainda a China.