#AnistiaParaLulinha
Um soco não intencional nos aposentados roubados? A pancadaria do PT é sempre por objetivos nobres e por uma causa justa
Na CPMI do INSS, o deputado Rogério Correia (PT) foi o grande protagonista de uma interação cinética não solicitada, motivada por urgência democrática e por uma doce necessidade de defesa do sigilo bancário lulístico. A Folha explica esse diálogo não-verbal sincronizado e harmônico entre deputados:
“Após a votação, alguns parlamentares entraram em confronto e precisaram ser separados. Aliados do governo tentaram protestar contra a aprovação na mesa diretora e a oposição reagiu. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) alegou ter sido atingido por socos e o deputado Rogério Correa (PT-MG) afirmou que o atingiu de maneira não intencional, ao ser empurrado, e lhe pediu desculpas.”
Vejam que exagero! Chamar um soco de soco é uma agressão desnecessária ao deputado governista. Trata-se somente de um debate tátil. Até mesmo porque ele “pediu desculpas” e tentou fazer as pazes com o amiguinho.Tentar protestar não deveria despertar reação da oposição, afinal. Se não tivesse reagido não teria sido atingido de forma não intencional.
O “confronto” para defender o primeiro-rebento da república foi uma “sessão tumultuada”, com “ânimos acalorados”, um “clima de tensão”. Uma petralhada… quero dizer, uma trapalhada.
Obviamente, um petista jamais provocaria qualquer tipo de incidente violento ou pancadaria. Eles só protestaram de forma democrática. Pediram o VAR, segundo a Globo News em clima de análise esportiva, sem mencionar muito o ataque da matilha lulenta. Claro. Se fosse a matilha bolsonarenta invandindo a mesa diretora para pedir anistia... Lá, os ânimos eram de atentado às instituições, à demogracinha e o clima era de górpi – que, aliás, foi exatamente o argumento do Randolfe. Golpe.
Golpe com Supremes e tudo, provavelmente. O terrivelmente evangélico – tinha de ser esse – foi lá e também liberou a quebra de sigilo do menino. Só porque recebia mesada do Careca?
Bem, segundo a imprensa, André Mendonça fez primeiro… e nem ganhou um socão petista na cara. É um suprêmico e sabe o que faz. Tanto que ele decidiu que os irmãos do nosso amado José Antonio não precisam comparecer na CPI do crime organizado. Fez o milagre da transformação da convocação em convite. O pau que dá no amigo, não dá no amigo do amigo.
Já, o Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, falou à imprensa: quem venceu foram os aposentados roubados! E, de repente, fomos obrigados a lembrar que essa CPMI trata de aposentados, pessoas doentes e pobres que foram sistematicamente roubadas! Que desagradável.
Alguém deveria ter avisado aos parlamentares do PT! Com certeza, se eles soubessem que a investigação visava proteger trabalhadores velhinhos roubados e não apenas devassar o sigilo do rebento presidencial, estariam na linha de frente, carregando os extratos bancários de Lulinha em uma bandeja de prata.
Exatamente o que fez o advogado do Lulinha. Afinal, quem defende o trabalhador com mais fervor do que eles? Foi apenas um lapso, um equívoco. Eles pensavam que estavam apenas protegendo a democracia do sigilo da mesada do lulentinho.
O PT – esse partido de trapalhões, dos deslizes amigáveis, dos socos não intencionais, da boçalidade do bem – deveria chamar seu exército para defender Lulinha. Se eles sempre marcharam com tanta dedicação pelo pai, é imperativo que o façam agora pelo filho e, quem sabe, pelo espírito santo que habita as contas bancárias ainda não reveladas.
Sinto saudade daquela apoteose democrática de 2006. Quando a nobreza do objetivo justificava cada estilhaço e cada segurança que foi para a UTI com o cocoruto quebrado. Como foi bonito ver o Salão Verde ser redecorado a pedradas pelo pessoal do tradicionalíssimo petista Bruno Maranhão! Até um pedaço de asfalto voou num vidro qualquer! A festa da democracia! Agora, devemos nos contentar com um parlamentar socando desajeitadamente a cara do outro. Tudo para evitar o górpi sem fim!







A senha para um quebra-quebra, partir pro vale tudo, e ainda assim ficar impune é não usar batom e não antecipar a derrocada do Mané. É o "sem querer querendo" que influenciou as crianças que assistiram Chaves.