#BilionáriosDaPobreza
O comunismo cubano é só mais um sistema de exploração
Uma reportagem do Miami Herald expôs documentos de um conglomerado econômico de Cuba chamado GAESA (Grupo de Administración Empresarial S.A.), que acumulou bilhões de dólares em reservas e ativos, enquanto a população cubana enfrenta uma das piores crises econômicas das últimas décadas.
O contraste descrito pela matéria é marcante. De um lado, a ilha convive com escassez de alimentos, falta de medicamentos, apagões frequentes, inflação elevada e crescente êxodo migratório. De outro, setores estratégicos da economia — como turismo, comércio varejista, remessas financeiras, logística e infraestrutura — são explorados por uma rede empresarial ligada às Forças Armadas.
De acordo com a matéria, registros de 2023 e 2024 indicariam que a GAESA chegou a manter cerca de US$ 18 bilhões acumulados em bancos e paraísos fiscais.
O departamento do tesouro dos EUA acusa a empresa de manter empresas de facha em outros países, como o Panamá, para burlar o embargo.
A GAESA é, formalmente, uma empresa estatal, mas não divulga balanços financeiros, não presta contas à Assembleia Nacional e nem à Controladoria Geral da República, e seus ativos não aparecem no orçamento do país. É como se fosse uma empresa fantasma.
Segundo a BBC,
“A Gaesa funciona como uma grande holding, um polvo de vários braços que se apropriou da economia cubana em quase todos os seus setores rentáveis ao longo dos últimos 15 anos”, explica Emilio Morales, presidente da consultoria Havana Consulting Group, que estuda a economia cubana.
Mas a Gaesa nasceu muito antes, na década de 1990. Ela era um mecanismo criado dentro das Forças Armadas Revolucionárias para administrar empresas que operavam com divisas em plena crise econômica, após a queda da União Soviética.
Seu objetivo inicial era relativamente limitado: gerar recursos para as próprias Forças Armadas por meio de negócios vinculados ao turismo, comércio exterior e outros setores que captavam dólares.
Captaram bilhões de dólares e se tornaram um império financeiro, um verdadeiro sistema de exploração da pobreza.




