#CaiuDeMaduro
Eu dou é risada, não vou mentir
O ex-motorista de ônibus que ao dirigir um coletivo um pouquinho maior conseguiu a proeza de bater no muro de miséria e ainda desceu para cobrar a passagem dos passageiros famintos mudou de profissão.
Agora ele ataca de DJ.
Até preso nos Estados Unidos como o DJ Bruno Goiano ele foi.
O melhor do show, no entanto, é o berreiro das viúvas da ditadura. A “turma do amor” está em pânico, e o Lula, sempre fiel ao sindicato dos autocratas, lidera o coral do vitimismo, inconsolável porque quebraram seu ditador de estimação.
Mas não foi exatamente como descrito por Lula acima que Maduro virou ditador? Ultrapassando a linha do aceitável, atentando e agindo contra a soberania da Venezuela?
Se os próprios venezuelanos estão comemorando a queda e prisão de Maduro, um presidente brasileiro se meter na alegria de um povo soberano não seria também um presidente passando da linha do aceitável?
Sobre a lei do mais forte, que o velho cuzão acima diz ter tanta ojeriza, porque ele nunca se manifestou pedindo pra ONU responder de forma vigorosa quando o ditador - o mais forte - literalmente passou em cima do próprio povo - o mais fraco?
Quando você vê um presidente de uma dita democracia, que jamais conseguiu condenar um ato de Maduro, aparecer agora dando chiliquinho, existe outra coisa para responder que não seja: “Cala a boca aí, seu velho filho da puta”?
Essa daí eu já vai com print com resposta que dei na hora:
É bonito ver os EUA chutando a porta do nosso vizinho e arrancando o ditadorzinho de lá pelo colarinho? Não.
Assim como, tecnicamente, não é “legal” invadir a propriedade privada de um vizinho pedófilo que espanca a mulher para encher a cara dele de porrada. Mas quem é que vai reclamar?
Minha empatia pelo Maduro é a mesma que eu tenho por esse tipo de vizinho.
Todo mundo adora falar em “soberania”. Mas, meu amigo, se você transforma sua casa num cativeiro, espanca a família, abusa das crianças e rouba até a aposentadoria da avó, não venha chorar quando alguém arrombar a porta, te cobrir de pancada e te jogar no camburão. Eu não estou nem aí. Vou é estourar pipoca.
Immortan Joe tinha a soberania do petróleo. Era dele, não era? O povo ficava lá embaixo implorando por migalhas. Mad Max tinha o direito de se meter naquela soberania e ferrar todo esquema? Sei lá. Mas como mero espectador eu adorei.
Desculpem a frieza e a comparação banal, mas não dá para ter pena de um parasita que comia bife banhado a ouro ostentando Rolex no Instagram, enquanto o povo não tinha nem papel higiênico e nem comida para sentirem falta do papel higiênico.
O sujeito virou uma bola de sebo de tanto comer, garantiu a vida boa dos filhos na Europa e entregou o petróleo da Venezuela (que ele jurava proteger dos “ianques malvadões”) de bandeja para a Rússia e a China só para se manter no trono. O país foi hipotecado para sustentar a gula desse palhaço.
A turma do “abaixo o imperialismo” só fica histérica se o invasor falar inglês. Se o colonizador falar russo ou mandarim, aí vira “cooperação fraterna”, mesmo que custe o sangue, a soberania e a dignidade de uma nação inteira.
Se o mundo é um lugar cruel e ruim e basta a cada dia o seu próprio mal, que pelo menos no dia de hoje seja o mal menor.
Para mim, o problema dessa operação dos EUA ter prendido o Maduro é que infelizmente perdemos a chance de ver o povo venezuelano reverenciar esse grande líder como os líbios fizeram com o Gaddafi em 2011.
Talvez para você a prisão dele não mude nada. Para mim, o dia fica um pouquinho melhor só de saber que não corro mais o risco de abrir a internet e ver aquele balofo dançando Kuduro na TV estatal, com a boca suja de empanada, sendo servido por um garçom esquelético que desmaiaria se visse um frango assado na frente.
Saber que esse lixo humano saiu de circulação melhora meu humor. Não vou mentir.
E saber que o Lula e sua trupe de cúmplices estão chorando em posição fetal? Também me faz um pouquinho mais feliz.
Ao que tudo indica começamos o ano com o pé direito.







Gostei da invertida que você deu na Tabata, preguiça dessa sonsa.
Excelente Danilo. Sim, felizmente, começamos com o pé direito.