#ChegouAVezDeMaduro
Ainda que as maluquices de Trump tenham bagunçado o coreto mundial, temos de admitir que derrubar o regime de Maduro seria uma vitória para toda a América Latina
Donald J. Trump chegou à Casa Branca prometendo trazer paz ao mundo. Chegou a dizer que acabaria com a Guerra na Ucrânia em 24 horas. Depois de alguns meses ele se deu conta de que Putin jamais esteve disposto a cumprir acordos, como, aliás, Zelensky havia afirmado no reality show que Trump e Vance armaram para ele.
Outra promessa era o fim da guerra em Gaza. A guerra persiste e, ao que parece, Netanyahu ainda pretende ocupar a Palestina inteira.
Enfim, o Donald paz e amor não rolou. E ele parece ter se dado conta de que a América só voltará a ser grande impondo seu poder militar – e sua potência econômica.
O tarifaço e a Lei Magnitsky são formas agressivas de Trump mostrar quem manda no mundo. "A guerra é a continuação da política por outros meios", dizia Clausewitz.
Acabou a retórica de reality show.
Como não pode atacar a Rússia nem a China, Trump vai mandar um recado pela Venezuala – como já fez com os panamenhos, para bloquear o acesso chinês ao Canal do Panamá.
A justificativa para deslocar navios de guerra, aviões espiões e até um submarino nuclear para a costa venezuelana é que Maduro é o líder do Cartel de los Soles, classificado pelos EUA como organização terrorista.
Especialistas, sempre eles, sugerem que uma invasão dos militares americanos por terra envolve muitos riscos. Mas sempre é possível lançar umas bombas.
“É uma situação muito semelhante àquela do Irã, alguns meses atrás. O volume de recursos militares que os Estados Unidos transferiram para o Oriente Médio naquela ocasião, e agora para o Caribe, são indicações de que eles estão falando sério”, disse Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, para uma reportagem do G1.
Ninguém sabe ao certo o que se passa na cabeça de Trump. Muito menos os analistas que surgem com toda sorte de teorias geopolíticas para tentar explicar a bagunça que virou o mundo.
O que mudou, no entanto, foi a importância que o governo americano está dando à América Latina, depois de décadas não dando a mínima ao que acontece por aqui.
Se Trump não estiver blefando mais uma vez, uma intervenção na Venezuela poderá trazer a ele uma vitória interna, tanto entre seu eleitorado mais radical, como no americano médio que, no fundo, gosta de uma guerrinha para aumentar o seu patriotismo.
Mas precisamos ser honestos. Ainda que as maluquices de Trump tenham bagunçado o coreto mundial, temos de admitir que derrubar o regime de Maduro seria uma vitória para toda a América Latina, sobretudo para os mais de 7 milhões de venezuelanos que fugiram da ditadura chavista e se refugiaram nos países ao redor, principalmente na Colombia, no Peru e no Brasil.
Na torcida pelo laranja. Se sobrar algumas bombas, manda pra Brasília e acerta o molusco 🦑.
Que o laranja derrube esse ditador de meia-tigela para alegria dos nossos irmãos venezuelanos.