#Cultura: O Pelé, o Brasileiro, a Netflix e a Copa
Parece difícil admitir que nasça entre nós, meros mortais, criaturas que estejam acima da cretinice ou da pasmaceira do mundo.
Existe uma minissérie da Netflix muito representativa do que o brasileiro tem feito com a cultura. Entre pequenos acertos e muitos erros, graças a um ou outro talento individual, o conjunto até marca alguns golzinhos espíritas, mas não dá para ganhar uma Copa. O caso é a produção audiovisual sobre o tricampeonato em 70.
Com a boa atuação de Rodrigo Santoro e a do filho do genial Chico Anysio, Bruno Mazzeo, a minissérie, ao mesmo tempo que diverte e até emociona, consegue fazer um dos maiores desserviços que já vi por essas bandas. Muito mais que isso, consegue cometer uma das maiores injustiças do universo conhecido. Com a obsessão por historicizar tudo, sobretudo tendo a ditadura militar como referencial, pintaram um Pelé inseguro, desequilibrado, fraco, baixo-astral e, por que não dizer, frouxo. Tudo o que o Rei nunca foi. O próprio Tostão já desmentiu essa infâmia.




