#DadoComoCancelado
Dolabella foi expelido pelo MDB. Agora é tentar a igreja.
Ele tem dado em casa? (Desculpe, não aguentei)
Vocês já estão sabendo que o Dado Dolabella se filiou ao MDB para se candidatar a deputado federal, certo?
Se não souberam, saibam também que ele já foi desligado do partido. A filiação durou pouco. Pelo visto, menos que o entusiasmo inicial do próprio MDB.
Ele deve ter se sentido mais rejeitado que aquele macaquinho que adotou um macaquinho de pelúcia.
No vídeo de apresentação, o presidente do partido no Rio de Janeiro, Washington Reis, faz uma introdução empolgada. Diz que Dado é “um homem de princípios bons da sociedade” e que tem “compromisso com a família”.
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Só que dias depois o próprio Washington Reis anunciou o cancelamento da filiação, depois da pressão da ala feminina do partido.
Parece que alguém dentro dessa ala do MDB resolveu assistir ao vídeo de apresentação com mais atenção.
Especialmente a parte em que ele diz que o ator vai “arrebentar a boca do balão”.
Uma dessas mulheres deve ter se perguntado: será que vai ser só a boca do balão?
A situação também levanta uma dúvida básica. Ninguém puxou a capivara do cidadão antes de aceitar a filiação?
Porque o histórico do Dado não é um segredo escondido na deep web. É coisa que aparece na primeira página do Google. Às vezes antes da própria página terminar de carregar.
O processo de seleção do partido provavelmente seguiu um método simples.
É famoso? Filia!
No mesmo vídeo de apresentação aparece outra frase curiosa. Washington Reis diz que o MDB está “vindo com a corda toda”.
Talvez ninguém tenha percebido que a corda podia acabar no próprio pescoço do partido.
Imagina um departamento o gerente de uma empresa falando pro candidato:
Parabéns, você está contratado. Agora passa aqui para eu dar uma olhada no seu currículo.
Mas a parte mais interessante dessa história é outra.
Todo mundo conhece o Dado Dolabella.
Se um caso tão notório passa pela peneira de um partido político, imagina os casos que ninguém conhece.
Às vezes parece que a peneira da política brasileira funciona de um jeito curioso.
Se vai trazer mídia para o partido, passa.
Se só trouxer caráter, aí já não é o suficiente.
Depois chega a eleição, o eleitor olha para a urna e faz a pergunta clássica.
Eu tenho mesmo que escolher um desses? Não tem outra opção? Quem colocou essas pessoas aí?
Às vezes a resposta é mais simples do que parece.
Ninguém filtrou antes.



