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Avatar de FRANCISCO BARRETO DE SOUZA

O que foi que a gente fez? Normalizou pequenas corrupções do dia a dia. Aceitamos que primos, amigos da escola, da faculdade, da balada, irmãos e conhecidos passassem a vida cometendo pequenos furtos morais: furar fila, levar vantagem, conseguir benefício indevido, usar contato pra passar na frente dos outros. E, pior, começamos a admirar isso. Quantas vezes alguém fala, quase com orgulho: “Nossa, fulano é esperto… conseguiu um empregão pelo tio, pelo amigo do amigo do pai”.

No fim, fomos criando uma cultura do “malandro simpático”. Aquele sujeito agradável, sorridente, divertido, cheio de conversa boa. O brasileiro virou, aos olhos do mundo, o povo receptivo, alegre, carnavalesco… e também o povo que romantiza a esperteza.

Porque o estelionatário raramente se apresenta como vilão. Ele quase sempre é simpático, carismático, positivo, agradável de conversar. Alguém já viu estelionatário carrancudo, mal-humorado, triste, fechado? A primeira ferramenta do golpe não é a mentira — é a simpatia.

E com isso acabamos sendo roubados pelos mesmo que outrora enaltecemos pela esperteza e isso já faz mais de 200 anos, desde a época da vinda de D. João VI

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Se for entendida com maturidade, essa tristeza pode ser o começo para uma grande mudança.

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