#Desabafo
A pergunta que deve ser feita: o que fizemos com o Brasil?
Vamos lembrar os grandes escândalos de corrupção: Mensalão, Petrolão, INSS, Master.
Mais de R$102.000.000.000,00 roubados do povo brasileiro em apenas 24 anos. Você leu certo: Cento e dois bilhões de reais.
Não são milhões. Não são bilhões. Não dezenas de bilhões. São mais de cem bilhões de reais.
Como permitimos que nos roubassem tanto?
Um país onde o salário-mínimo é de R$1.600,00 e miseráveis ganham o bolsa família de R$600,00 para não morrerem de fome, nos roubam bilhões.
Um país onde o povo morre na fila do SUS, nossos políticos só frequentam hospitais de primeira linha
Morremos por causa de um celular; precisamos trabalhar até quando nos aposentamos e ainda morremos endividados.
Como aceitamos que os nossos governantes e as nossas autoridades nos roubem tanto?
O povo não tem esgoto em casa, eles têm apartamentos de vinte milhões de reais.
O povo não tem transporte púbico decente, eles têm carros de luxo com motorista pagos por nós.
O povo não consegue tirar férias, eles viajam em hotéis 5 estrelas e bebem uísques caríssimos.
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Com tantos corruptos nos roubando, como é possível que nenhum está na cadeia?
Como é possível votarmos em governantes que já nos roubaram e sabemos que vão nos roubar de novo?
Eles não caem do céu. A gente colocar eles lá para nos roubarem mais uma vez.
Por que defendemos um ladrão com a justificava de que o outro também é ladrão?
O que fizemos com o Brasil?
Como deixamos nosso país chegar a esse ponto?
A maior tristeza é descobrir que nós somos os culpados.




O que foi que a gente fez? Normalizou pequenas corrupções do dia a dia. Aceitamos que primos, amigos da escola, da faculdade, da balada, irmãos e conhecidos passassem a vida cometendo pequenos furtos morais: furar fila, levar vantagem, conseguir benefício indevido, usar contato pra passar na frente dos outros. E, pior, começamos a admirar isso. Quantas vezes alguém fala, quase com orgulho: “Nossa, fulano é esperto… conseguiu um empregão pelo tio, pelo amigo do amigo do pai”.
No fim, fomos criando uma cultura do “malandro simpático”. Aquele sujeito agradável, sorridente, divertido, cheio de conversa boa. O brasileiro virou, aos olhos do mundo, o povo receptivo, alegre, carnavalesco… e também o povo que romantiza a esperteza.
Porque o estelionatário raramente se apresenta como vilão. Ele quase sempre é simpático, carismático, positivo, agradável de conversar. Alguém já viu estelionatário carrancudo, mal-humorado, triste, fechado? A primeira ferramenta do golpe não é a mentira — é a simpatia.
E com isso acabamos sendo roubados pelos mesmo que outrora enaltecemos pela esperteza e isso já faz mais de 200 anos, desde a época da vinda de D. João VI
Se for entendida com maturidade, essa tristeza pode ser o começo para uma grande mudança.