#DesaparecimentoDaEuropa
Os problemas de um continente que envelhece mais rápido do que consegue se renovar
A Europa acorda todos os anos um pouco mais velha. As salas de maternidade andam silenciosas, e os relatórios estatísticos demonstram que as taxas de natalidade permanecem bem abaixo do nível necessário para evitar o declínio demográfico.
Durante décadas, a explicação parecia simples: filhos custam caro. Moradia, creche, escola, plano de saúde — a conta nunca fecha.
No entanto, ultimamente os jornais europeus vêm registrando uma nova tendência. A decisão de ter filhos deixou de ser apenas um cálculo econômico, tornou-se uma escolha existencial. Os motivos, segundo as pesquisas, é um grave pessimismo existencial: incerteza climática, instabilidade política, ansiedade profissional e a erosão de referências coletivas que transformaram a ideia de futuro em algo nebuloso. Para a maioria dos jovens adultos, adiar o casamento virou hábito; renunciar a vida em família, uma possibilidade concreta.


