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#ImperadorDosPenduricalhos

Há vinte anos, Flavio Dino arquitetou a brecha no CNJ que abriu a porteira para os penduricalhos. Agora, banca o moralizador

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fev 07, 2026
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A imprensa trata Dino como se ele tivesse nascido ontem e já ingressado no STF como um “moralizador” que vai colocar o Congresso na linha. Deliberadamente ou por pura preguiça, ignora-se que ele foi um dos responsáveis por abrir a porteira dos penduricalhos.

Todo mundo sabe que o Judiciário é que detém o título inconteste de “império dos penduricalhos”. O salário da classe é mensalmente anabolizado por uma engenharia criativa de auxílios e indenizações que vão da creche ao panetone, passando pelo famigerado auxílio iPhone. Mas eis que, subitamente, segundo a imprensa, Dino decidiu moralizar a farra.

Ele suspendeu os pagamentos que excedem o teto sob o argumento de que não há lei federal que os sustente. Mas se não há lei que permita, por que é feito?

Perguntas que, no Brasil, nunca têm respostas.

Dino enterraria a picaretagem se sua decisão alegasse princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade, teto remuneratório, mas preferiu escolher o caminho mais longo e contraproducente.

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