#ImperadorDosPenduricalhos
Há vinte anos, Flavio Dino arquitetou a brecha no CNJ que abriu a porteira para os penduricalhos. Agora, banca o moralizador
A imprensa trata Dino como se ele tivesse nascido ontem e já ingressado no STF como um “moralizador” que vai colocar o Congresso na linha. Deliberadamente ou por pura preguiça, ignora-se que ele foi um dos responsáveis por abrir a porteira dos penduricalhos.
Todo mundo sabe que o Judiciário é que detém o título inconteste de “império dos penduricalhos”. O salário da classe é mensalmente anabolizado por uma engenharia criativa de auxílios e indenizações que vão da creche ao panetone, passando pelo famigerado auxílio iPhone. Mas eis que, subitamente, segundo a imprensa, Dino decidiu moralizar a farra.
Ele suspendeu os pagamentos que excedem o teto sob o argumento de que não há lei federal que os sustente. Mas se não há lei que permita, por que é feito?
Perguntas que, no Brasil, nunca têm respostas.
Dino enterraria a picaretagem se sua decisão alegasse princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade, teto remuneratório, mas preferiu escolher o caminho mais longo e contraproducente.




