#Incompatível
Quem vai ter coragem de chamar as coisas pelo nome?
A esposa do ministro Alexandre de Moraes tentou explicar o contrato de 130 milhões com o Banco Master.
No comunicado oficial, listou-se uma infinidade de serviços prestados. Não convenceu ninguém.
Mas não foi somente a doutora Xandona que fechou contrato com “preços muito acima dos praticados no mercado”.
Ao que parece, Vorcaro não gostava de gastar dinheiro apenas com vinhos, charutos, barcos luxuosos e lindas garotas da vida do leste europeu.
A imprensa faz seu contorcionismo para evitar a palavra propina. Em off, alguns advogados admitem a “estranheza” de um escritório de advocacia “sem expertise” cobrar valores “estratosféricos” por serviços “sem muita complexidade”, como os listados na explicação da doutora Xandona.
Até agora, o escândalo Master se configura mais como lavagem de dinheiro do que crime contra o sistema financeiro. Há muita semelhança com o mensalão e o petrolão, em que a grana roubada era distribuída a políticos e agentes públicos por meio de contratos que simulavam a prestação de serviços.






Imagina, qualquer semelhança é (es)mera coincidência
Os ministros ficam indignados com a proposta de se ter um código de ética no Supremo. Ficam incomodados com a falta de empenho do Mendonça em proteger mais os colegas. Concordam que uma piada em festa junina é grave a ponto de se perder tempo com um processo no supreme. Acho que o senso comum foi revogado na nossa corte suprema