#Inimputável
O desfile de carnaval com propaganda eleitoral antecipada é a prova de que a descondenação deu a Lula um salvo conduto para ele fazer o que quiser
Advogados e especialistas em direito eleitoral passaram a semana discutindo se é crime eleitoral o governo liberar dinheiro público para uma escola de samba promover um culto à personalidade de Lula.
De um lado estão os que fingem neutralidade para defender o desfile. Eles argumentam que, tecnicamente, a propaganda explícita não pode ser enquadrada como crime eleitoral porque “a letra do samba-enredo não está pedindo voto diretamente a Lula ou ao PT”.
Já foi a época em que advogados, especialistas e magistrados se preocupavam em apresentar um argumento aparentemente razoável para justificar suas posições políticas.
Já do outro lado, os que não escondem a indignação, falam em “risco de condenação eleitoral” porque sabem que a Justiça brasileira é self-service. Diante do “risco de condenação”, basta contratar o escritório da família do magistrado para evitar grandes problemas. Mas se for tarde demais para evitar grandes problemas, basta recorrer ao Tofolli.
Todo mundo sabe o que Lula fez nos governos passados. Todo mundo sabe como se deu a sua descondenação. Não seria agora, nos 10 minutos finais da prorrogação forçada da sua vida política, que ele começaria a respeitar as leis e os bons costumes.
Feliz carnaval!




Não vai ter carnaval no bananal. Vão ser quatro quartas-feiras de cinzas.