#Interlúdio: A ideologia contra a mulher
Nem as feministas dão razão aos gritos, esperneios e indenizações milionárias exigidas por Erika Hilton
O caso da deputada Erika Hilton demonstra o atraso brasileiro naquilo que o mundo inteiro conhece como debate público, mas por aqui virou sinônimo de fundo infinito branco e um idiota enfrentando 30 ignorantes.
Enquanto Hilton, do alto da suas maquiagens e seu chapéu coco Chanel estiloso, grita, esperneia e pede indenização de 10 milhões de reais, o mundo discute as críticas à equiparação entre trans e mulheres biológicas. Feministas dos Estados Unidos e da Europa, dizem que os gritos, os esperneios e as indenizações milionárias de Hilton atrapalham as causas das mulheres. Porque transformar a categoria “mulher” numa subcategoria de gêneros infinitos, desarticula a luta contra a opressão relacionada a assuntos estritamente femininos como assédio, sexualização, violência gestacional, abandono parental, misoginia, desigualdade salarial e etc. A redefinição da categoria com base na identidade de gênero, segundo essas críticas, poderia dissolver a base material sobre a qual se estruturaram reivindicações feministas.



