#Interlúdio: A mentira da Causa Palestina
A “causa palestina” foi a desculpa do islamismo radical para conquistar os corações e mentes da esquerda
Os ataques contra judeus em locais tão distintos quanto Sydney, Amsterdã e Nova York não ocorreram por acaso.
Não é um “neo-antissemitismo”; é o ódio milenar aos judeus que adormece e acorda de tempos em tempos, agora despertado pelo jihadismo.
Faz parte de uma orquestração regida por duas ditaduras teocráticas, Catar e Irã, que se aproveitam do velho antissemitismo para desestabilizar o Ocidente.
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O trabalho de marketing dos radicais islâmicos, que teve como estopim o Hamas, tem o suporte financeiro e estrutural de Doha e Teerã, que dispõem de recursos milionários para contratar publicitários, professores, reitores, artistas, cantores, influencers e jornalistas experientes que moldam e divulgam narrativas globais ao gosto do freguês. Esse dinheiro também paga a estrutura das manifestações em apoio a “causa palestina” espalhadas pelo mundo. Ou alguém acha que as bandeiras, faixas, cartazes, panfletos, kefiars, caixas de som, microfones, alto falantes, a organização e as lideranças são de graça? Não sejamos ingênuos de pensar que os manifestantes pagam isso do próprio bolso. Custa muito dinheiro e alguém tem que pagar essa conta.
Quais os interesses do emir do Catar e do aiatolá do Irã
Essas ditaduras teocráticas buscam expandir o Califado, se preservar nos cargos e a hegemonia no mundo islâmico.
São mais espertos, e por enquanto mais bem-sucedidos, que o egípcio Gamal Abdel Nasser, o líbio Muamar Gadafi, o iraquiano Saddam Hussein, o saudita Osama Bin Laden e o sírio Bashar al-Assad.
Trabalhando nos bastidores, o Catar e o Irã contam com a inteligência e a experiência de profissionais preparados que se venderam por um bom dinheiro. Usam o canal de notícias árabe Al Jazeera e o suporte de religiosos radicais em mesquitas espalhadas principalmente na Europa, Canadá e Austrália. Recentemente, dois jornalistas do alto escalão da BBC foram denunciados por reportar fake news. Coincidência?
Propaganda é uma coisa, terrorismo é outra
A parte suja, os atentados, ficaram para prepostos como o Hamas, Hezbollah, Irmandade Muçulmana, ISIS, Boko Haram, Thoutsis e outros grupos terroristas. Com essa estratégia bem elaborada, conseguiram o apoio de ocidentais antissemitas que não enxergam que o que está em jogo é a destruição do próprio Ocidente.
Como os palestinos são usados
A chamada “causa palestina” é um produto de marketing criado em primeiro lugar, para destruir Israel, a única democracia e o único país não muçulmano da região. Em segundo lugar, manter o status quo permanente de conflito com o Ocidente.
Até a ONU participa dessa falácia, tem uma agência, a UNRWA, exclusiva para “refugiados palestinos”. Até que século eles serão considerados refugiados?
Existe seis milhões de refugiados sírios, um milhão de refugiados somalis, oito milhões de refugiados venezuelanos, quatro milhões de refugiados ucranianos, e, no entanto, só os refugiados palestinos têm uma agência mundial exclusiva financiada pela ONU. Isso há mais de 70 anos, ou seja, quatro gerações. Qualquer palestino, mesmo que esteja radicado em outro país há décadas, entra na conta de “refugiado”. Nenhum outro povo tem esse benefício.
Mais mentiras eram acusar Israel de manter Gaza como um campo de concentração e a população sob jugo da IDF.
Gaza funcionava como uma entidade governamental palestina própria e independente. Em 2005, Israel saiu do território e entregou a administração aos palestinos. Em 2007, o Hamas foi eleito como partido político e em seguida se tornou uma ditadura militar religiosa. Israel nada teve a ver com isso, e já estava fora de Gaza.
Um problema que é uma solução
A “causa palestina” nunca foi o problema do mundo árabe, sempre foi a solução para o expansionismo do islamismo, que já conquistou boa parte do Norte da África, e para distrair a atenção das suas populações para as dificuldades internas causadas pelas incompetentes ditaduras, sejam teocráticas, civis, militares ou monárquicas. Um inimigo externo é sempre a melhor desculpa de um governante para a pobreza e o atraso do seu país. Portanto, todos os problemas são creditados na conta de Israel, uma vez que a luta pela causa palestina exige esforços imensos.
Tornou-se um produto de exportação desenhado para a esquerda e para o movimento woke. Ao venderem a imagem de um “povo oprimido”, omitem o fato histórico de que lideranças palestinas recusaram, desde 1947, sucessivas oportunidades de soberania. O slogan “do rio ao mar” é a tradução lírica de uma intenção genocida que brilha aos olhos desse pessoal.
Ninguém no mundo árabe está se importando com os palestinos, muito menos o Hamas, que sabia que o brutal ataque de 7 de outubro de 2023, com o sequestro de 251 pessoas e o espetáculo de violência transmitido ao vivo, faria Israel revidar com força — e quem sofreria seriam os palestinos, usados como escudos humanos, conforme foi comprovado. Quanto mais palestinos morressem, melhor para a estratégia de marketing. Foi tudo planejado.
Foram anos de investimento no Ocidente
O Hamas sabia que não destruiria Israel no pogrom de 7 de outubro de 2023.
No entanto, estava no planejamento que as acusações sobre a reação israelense despertariam a narrativa construída e traria a opinião pública da esquerda para o seu lado. E conseguiram.
As “mentes pensantes” citadas no começo deste texto, já tinham sido compradas, instruídas e preparadas para, no dia 8 de outubro, um dia após o ataque criminoso do Hamas, se levantarem em defesa dos palestinos e em ataques aos judeus no mundo todo.
Um exemplo dessa estratégia
No dia 17 de outubro, dez dias após a invasão do Hamas, e antes que a IDF entrasse em Gaza, surgiu a fake news de que Israel tinha lançado um míssil contra um hospital em Gaza e, segundo o suposto “Ministério da Saúde” de Gaza, 500 civis tinham sido mortos. A imprensa, inclusive no Brasil, correu publicar a notícia sem checar a veracidade. Afinal, 500 civis mortos por um míssil israelense era um prato cheio para os antissemitas e para acusar Israel de massacrar o povo palestino. Menos de duas horas depois, ficou provado que o foguete tinha sido lançado pelo Hamas de dentro de Gaza, perdeu o rumo e caiu no estacionamento do hospital. Os mortos não chegavam a cinquenta. Porém, a mentira já estava na mídia. As manchetes gritavam que Israel matou 500 civis num hospital. A errata virou nota de rodapé. Não houve por parte da imprensa a checagem dos fatos: Era um míssil de Israel? Como o Hamas sabia, 5 minutos depois, que 500 pessoas tinham sido mortas? Mais alguma fonte confirmou isso? Se alguém digitar no Google: - Míssil israelense mata em hospital de Gaza - ainda está nos sites do OGlobo, Uol, Folha, Estadão, BBC, e qualquer outro órgão de imprensa do Brasil e internacional essa fake news. A errata não aparece. Conhecendo o Hamas, não é impossível que o foguete não perdeu o rumo, e sim foi propositalmente lançado sobre o hospital. A fake news já estava preparada para dizer que era um míssil israelense.
Mentiras como essa sempre são checadas em qualquer guerra, menos em Gaza. Foram aceitas pela imprensa como absoluta verdade. Pergunte a qualquer jornalista qual o nome do Ministro da Saúde de Gaza e ele é incapaz de responder. No entanto, “acredita” na sua informação.
Porque os refugiados palestinos não se estabelecem nos países árabes
Os palestinos servem ao mundo islâmico como bucha de canhão para atacar a cultura judaico-cristã. A fronteira de Gaza com o Egito, um país árabe, é impenetrável. Os bilionários países árabes do Golfo Pérsico poderiam receber esses refugiados, tem dinheiro para isso, mas não querem, preferem contratar trabalhadores de Bangladesh, Filipinas, Índia e Nepal. O Irã quer distância deles. A Jordânia, que tem uma rainha palestina, já teve sérios problemas com esse povo: trucidou milhares no começo da década de 1970. O Líbano, outro país árabe, os mantém em campos de refugiados há décadas.
Antes do 7 de outubro, mais de 150.000 habitantes de Gaza e da Cisjordânia entravam diariamente para trabalhar em Israel. Nenhum deles trabalha nos países árabes.
Os palestinos já tiveram diversas oportunidades de construir um Estado e destruíram todas elas.
O jihadismo não se preocupa em ajudar os palestinos: os utiliza como forma de conquistar a esquerda mundial.
A origem do antissemitismo da esquerda
É fácil entender esse antissemitismo da esquerda. Durante a Guerra Fria, a União Soviética viu a oportunidade de combater o Ocidente ao se unir e patrocinar movimentos nacionalistas árabes, iniciados por Gamal Abdel Nasser no Egito, baseados na retórica anti-Israel — país visto como uma “marionete” dos Estados Unidos. O combate à América sempre foi uma pauta da esquerda, e Israel simboliza essa América.
O ataque aos judeus tornou-se uma sequência lógica para essa corrente: “o amigo do meu inimigo é meu inimigo”.
Há aqui um contrassenso histórico: a fundação de Israel teve fortes bases socialistas, exemplificadas pelos kibutzim e moshavim (fazendas coletivas). Além disso, os movimentos de resistência judaica no Leste Europeu eram predominantemente de esquerda, e muitos judeus participaram da Revolução Russa de 1917. Porém, a partir do momento em que a União Soviética passou a combater Israel, a Internacional Socialista seguiu o fluxo.
Para reforçar esse discurso, criou-se a “globalização da Intifada”. Inventaram a tese de que o povo palestino é vítima do “colonialismo israelense”, termo usado de forma tecnicamente errada, mas conveniente para uma esquerda que só enxerga colonialismo em regimes de direita. E, nesse caso, o governo de Benjamin Netanyahu serviu como uma luva para essa narrativa. Acusam Israel de colonialista, no entanto, existem 54 países árabes no Mundo e apenas um judaico.
O antissemitismo domina a esquerda de tal maneira que, para atacar Israel, ela aceita apoiar ditaduras e monarquias teocráticas — o ápice da contradição. O maior contrassenso reside na aliança entre progressistas ocidentais e teocracias repressoras.
Enquanto os progressistas defendem liberdades individuais, feminismo e direitos LGBT+, unem-se a regimes que punem esses mesmos valores com a morte. “Primeiro os judeus, depois discutiremos o resto”, devem pensar os ingênuos esquerdistas. Mal sabem que, para os islâmicos, esses temas não estão em discussão: são dogmas e palavras do Profeta.
Só o preconceito contra os judeus pode explicar a falta de solidariedade de movimentos como “Me Too” com as israelenses estupradas pelo Hamas.
Como o antissemitismo voltou com força na Europa
A onda de antissemitismo que inunda a Europa também tem sua explicação. Durante quatro gerações, os europeus se questionaram sobre como foi possível povos tão civilizados cometerem o Holocausto, matarem mulheres, crianças e bebês aos milhões. Esse sentimento de culpa permeou a sociedade europeia por oito décadas. Até que houve a falsa acusação de que Israel cometeu genocídio em Gaza.
“Se Israel cometeu genocídio em Gaza, o Holocausto não foi tão errado assim”, concluíram os europeus antissemitas para expiar 80 anos de culpa pela Shoah.
Finalmente surgiu a justificativa, a explicação e, com ela, a expiação: “Os judeus mereceram, pois são tão nazistas quanto os nazistas, mataram indiscriminadamente mulheres, crianças e bebês e cometeram genocídio em Gaza”.
“Os judeus não são tão bonzinhos como nos fizeram acreditar”, é o raciocínio dos que odeiam os judeus.
Essa expiação liberou os demônios do antissemitismo não apenas na Europa, também na América e em outras partes do mundo. Se entre 1933 e 1945, o antissemitismo contou com o apoio da extrema-direita, desta vez ele marcha de braços dados com a esquerda mundial.
Nem só os judeus são vítimas do jihadismo
Nem sempre os ataques de radicais islâmicos são contra Israel ou em nome da “causa palestina”. Os atentados do Boko Haram contra comunidades cristãs na Nigéria; o assassinato dos jornalistas do Charlie Hebdo em Paris; as tentativas de assassinar Salman Rushdie; a morte do diretor de cinema holandês Theo Van Gogh; a destruição das Torres Gêmeas em Nova York; as bombas nos metrôs de Madri e Londres; o massacre em Fiumicino de 1973 contra um avião da Pan Am são alguns desses exemplos.
Unir a causa palestina com o jihadismo trouxe vantagens
Os cérebros mercenários contratados pelo Catar e Irã, orientaram os islamitas radicais de que a causa palestina obteria aceitabilidade no Ocidente, um verniz de legitimidade, e dessa forma, ganharia a aparência de “luta pela liberdade de um povo oprimido”. Pura estratégia de marketing. O discurso deixou de ser “islã über alles” e virou “palestina livre”. Apenas uma narrativa.
Essa união entre palestinos e jihadistas trouxe outro benefício, o martírio, a premiação com 72 virgens no Paraíso, o que facilita os ataques suicidas sanguinários.
Judeufobia sim, islamofobia não
Tudo é aceito pela esquerda internacional porque o marketing também criou a “islamofobia”, onde é politicamente incorreto culpar os islâmicos pelos atentados islâmicos! Afinal, eles é que são as vítimas.
A cegueira seletiva da Europa vai custar caro
Os seguidos governos progressistas europeus fecharam os olhos para a tragédia que está a ocorrer à vista de todos: a nova conquista da Europa pelos islâmicos.
Começou com as imigrações em massa da Líbia, Síria, Egito, Tunísia, Argélia, Afeganistão, Iraque, Marrocos, Somália, Sudão, Nigéria, Senegal, Paquistão e outros países.
Seguiu com o apoio da “Globalização da Intifada”, que usa, mais uma vez, os judeus como bodes expiatórios.
Infelizmente não enxergam que o buraco é mais embaixo.
A história se repete. Já vimos esse filme antes. O que começa como uma perseguição aos judeus nunca termina com os judeus.
O nazismo provou isso.




Muito bom. congrats
Perfeito, Márcio! Eu estava em Sydney - fui passar o mês com meus netos! - no dia do atentado e massacre à comunidade judaica na praia de Bondi e pude constatar, desta vez in locco, a comoção e as belíssimas manifestações que se seguiram, honrando as vítimas; são atos tão comoventes e genuínos que servem também para disseminar uma cultura de tolerância, admiração e respeito em quem não é judeu e vê o absurdo que é a tal causa palestina, que rima com assassina.