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#Interlúdio: não temos mais tempo para ilusões

Devemos abandonar a ideia de tentar criar um mundo melhor e mais justo para simplesmente fazer aquilo que é certo

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Diogo Chiuso
mar 04, 2026
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No livro O Dilema Moderno, o problema da unidade europeia, de 1932, o historiador Christopher Dawson dizia o seguinte:

“Hoje nossas ilusões parecem ter desaparecido e há o perigo de que um fatalismo pessimista tome o lugar da fé otimista na inevitabilidade do progresso. Existe um sentimento geral de que nossa civilização se dirige para a destruição, mas ninguém parece saber o que fazer em relação a isso. Os economistas e os governantes também parecem incapazes, e as únicas pessoas que estão convictas de que podem encontrar uma solução são os fanáticos e os extremistas – os partidários do nacionalismo militante ou da revolução social. Obviamente eles não poderão nos ajudar, uma vez que guerra e revolução representam justamente os perigos que têm maior probabilidade de destruir toda a civilização. O fato de termos perdido a confiança nos comandantes não é motivo para confiar a navegação a pessoas que creem na salvação pelo naufrágio, ou nos que aproveitam a oportunidade para se estabelecerem como piratas”.

Ou seja, não mudou nada desde então.

O mundo está nas mãos de pessoas orgulhosas o bastante para jamais se questionarem se o que fazem é bom ou ruim. A reflexão ética deixou de ser algo necessário nesses tempos em que a autocontradição se tornou um valor universal. Na política atual, a única coisa que importa é vencer as próximas eleições, encher o gabinete com apaniguados e distribuir emendas do orçamento secreto nos currais eleitorais para se perpetuar no poder.

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