Há momentos em que uma sociedade deixa de discutir ideias e passa a vigiar intenções. Quando isso acontece, o debate público se organiza menos em torno do que é verdadeiro ou falso do que do que é permitido ou proibido dizer. É nesse ponto de inflexão cultural que se situam as reflexões desenvolvidas em O multiculturalismo como religião política e O império do politicamente correto, livros do sociólogo canadense Mathieu Bock-Côté, nos quais o conflito central não é entre esquerda e direita, mas entre a liberdade de pensar e a instauração de autoritarismos morais.
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