#Irascibilidades
O Irã não quer acabar com a guerra e Trump não quer acabar com o Irã
Mais uma rodada de negociações inúteis para acabar com a Guerra no Irã – e resolver o problema mundial causado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que hoje é o que realmente importa. Ninguém parece mais interessado em saber da vida dos iranianos. O mundo inteiro só quer saber do preço do combustível na plaquinha do posto de gasolina.
Ontem o que restou do teocracia dos aiatolás mandou uma proposta, rejeitada por Trump. “Totalmente inaceitável”, disse o Laranjão.
Era uma resposta ao que propunha os americanos, num memorando simples de uma página e meia: fim do bloqueio e reabertura imediata do Estreito de Ormuz; fim das agressões com mísseis lançados contra Israel e as bases militares americanas no Oriente Médio; e fim do programa nuclear por 20 anos, com confisco do estoque de urânio enriquecido.
Segundo a mídia americana, os representantes do regime dos aiatolás responderam positivamente em relação à diluição de parte do urânio; o restante seria enviado à Rússia, o que é, no mínimo, irônico.
Mas o impasse é sobre o programa nuclear. Um comandante de nome Khatam al-Anbiya surgiu cantando de galo na imprensa, com declarações genéricas entre aspas: “as tropas estão prontas para o combate”; “o povo iraniano não se curvará aos invasores”. Khamenei Júnior está desaparecido desde os últimos bombardeios e há quem diga que ele já foi ao encontro do pai.
A verdade é que o Irã não quer acabar com a guerra e Trump não quer acabar com o Irã. De acordo com uma fonte envolvida nas negociações ouvida pelo jornal italiano Corriere della Sera, o problema é que “Washington e Teerã continuam a manter posições maximalistas em relação à energia nuclear”.
A confusão diplomática impede um acordo em relação à energia nuclear, mas, pelo menos, conseguiu a liberdade provisória da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, que a teocracia autoritária dos aiatolás condenou, no final de 2025, a 7 anos de prisão pelos terríveis crimes de lutar contra a pena de morte para mulheres que não usam hijab e fazer propaganda contra o regime.
Depois de pagar uma fiança, Mohammadi conseguiu autorização para receber tratamento médico num hospital de Teerã. Ela sofre de problemas cardíacos decorrentes dos maus-tratos recebidos nas diversas vezes que ela foi presa por exercer seu ativismo.





Do meu ponto de vista os aiatolás não desejam o fim da guerra, pois acho que o fim dessa guerra será o fim do regime deles, assim como o safado do Netaniauh, com o rabo enforcado na lei em Israel não deseja o fim dessa guerra pois terá que respoder a justiça por suas falcatruas. E assim vamos vivendo de amor, CARACAS!!!!!!!!
Oi Isabelle, realmente o mundo está colapsando.
O caso da Ypê, a meu ver, ainda precisa ser melhor esclarecido.
Agora, quanto ao Hantavírus, ele foi identificado há mais de 40 anos e, no Brasil, há mais de 30 anos. Não é, portanto, um vírus novo.
As guerras resultam da ganância e da soberba de poucos, mas geram danos a milhões de seres humanos.
O curioso é que não se fala da guerra do Sudão do Sul e da tragédia humanitária que vem gerando.