#AUcrâniaEsquecida
Zelensky defende que o fim da guerra depende de ações mais duras contra Moscou, não de concessões da Ucrânia
Zelensky concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Monde, apresentando uma visão realista do estado atual da guerra na Ucrânia e os desafios enfrentados pelo país. Ele deixa claro que a dinâmica do conflito não depende apenas da resistência ucraniana, mas sobretudo da intensidade da pressão internacional exercida sobre a Rússia. Para ele, a guerra não terminará se essa pressão continuar limitada como está.
Um dos pontos centrais da entrevista é a crítica ao nível de apoio ocidental. Zelensky argumenta que tanto os Estados Unidos quanto países europeus não têm sido suficientemente incisivos, especialmente no que diz respeito a sanções econômicas e apoio militar contínuo. Ele sugere que decisões recentes, como flexibilizações em setores estratégicos, acabaram permitindo que a economia russa se adaptasse, prolongando o conflito indefinidamente.
O presidente ucraniano também chama atenção para o risco de “fadiga internacional”. Segundo ele, outras crises globais, especialmente no Oriente Médio, estão desviando o foco político e midiático da guerra na Ucrânia. Isso pode resultar em redução de ajuda financeira e militar, enfraquecendo a capacidade de defesa do país em um momento crítico.
Outro aspecto importante abordado na entrevista é a rejeição de concessões territoriais como caminho para a paz. Zelensky afirma que abrir mão de regiões ocupadas, ao invés de garantir estabilidade duradoura, incentivaria novas agressões russas, como aliás, vem se repetindo nas últimas décadas. Para ele, qualquer solução deve ser baseada em uma paz “justa e sustentável”, evitando acordos que apenas congelem o conflito e permitam à Rússia se reorganizar militarmente para uma nova investida no futuro.
A repercussão da entrevista foi significativa, embora distinta entre regiões. Na Europa, a imprensa mais uma vez interpretou suas declarações como um alerta urgente sobre a necessidade de maior unidade e protagonismo europeu, além de reforçar preocupações com divisões internas e dependência dos Estados Unidos. Já na imprensa americana, a recepção foi mais pragmática, inserindo a fala de Zelensky em debates mais amplos sobre custos, prioridades globais e limites do envolvimento dos EUA. Em ambos os contextos, porém, foi amplamente destacada a mensagem central de que a pressão sobre a Rússia ainda é insuficiente.





Deve estar sendo difícil manter essa guerra com o pouco ou nenhum apoio que está recebendo. Que ele não perca o animo e tenha forças para continuar.
Como líder do país que está sendoo atacado pela Rússia, sua postura é correta sim.