#LéoLinsNãoVaiPraCadeia
No Brasil, absolver um humorista por fazer piadas deve ser celebrado como se fosse um milagre jurídico
Léo Lins não vai mais para a cadeia.
Absolver um humorista por fazer piadas parece o tipo de obviedade que, no Brasil, precisa ser celebrada como se fosse um milagre jurídico.
Mas na nossa atual circunstância, é sim um milagre jurídico.
Há algum tempo temos que conviver com a ideia bizarra de que a piada deveria ser contida com algemas, como se uma risada fosse mais perigosa que um assalto a mão armada. É o triunfo do zelo moral travestido de virtude jurídica: prender o comediante para salvar a plateia dos seus próprios preconceitos.
O caso de Leo Lins expôs, com uma crueza quase indecente, o impulso nacional de confundir desconforto ideológico com crime. Mas o Brasil sempre tem um atalho dramático para justificar alguma intervenção estatal.
A decisão que absolve um humorista não é uma vitória do humor, mas uma lembrança tardia de que o Estado não foi criado para ser proprietário da vida pública. E que a liberdade de expressão não é uma concessão regida por uma licença condicionada, mas a própria fundamentação do estado democrático.
Se alguém acha que uma piada deveria dar cadeia, o problema não está na piada e muito menos no comediante. Mas na ideia de levar a vida como se estivéssemos num tribunal — porque ninguém ri num tribunal, exceto o réu quando absolvido.





Qual é a dificuldade desse pessoal compreender que quem não gosta não vai?
Após 24 anos de PT e Bolsonaro, é o país que virou uma piada e passou a respeitar bandidos em nuvem, como Lula e sua família, toda a família Bolsonaro, todo o Congresso, Dias Tóffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Alcolumbre, Motta, Artur Lira, Pacheco etc etc. Além do humorismo ter caído de forma vertiginosa, o país virou uma tragedia moral.