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#Literatura: Horácio contra a retórica do exagero

A medida do instante Nas Odes e na Arte poética, Horácio encontra uma ética para viver e escrever sem excesso

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Nunes Pires
jul 04, 2026
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Ontem, li um artigo curioso no Corriere della sera, sobre o velho Horácio ainda ser um dos autores latinos mais presentes na linguagem cotidiana, pelo menos na cultura europeia. Naquela mesma cultura que a nova direita insiste em dizer que morreu, para idolatrar o classicismo de drywall e o liberalismo monetário dos EUA.

Para o autor do artigo, Gianpiero Rosati, professor de literatura latina da universidade de Udine, a força de Horácio não estaria apenas no conteúdo de suas ideias, mas também na precisão formal com que as exprimiu, com frases breves, imagens fortíssimas e fórmulas memoráveis que atravessaram os séculos e continuam em circulação.

Virgílio, Horácio e Vário na casa de Mecenas; Charles François Jalabert (1819)

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Nunes Pires, escritor e amante das artes, encontra na literatura um refúgio para seu eterno descontentamento. Entre o lirismo e a crítica, escreve como quem observa o mundo com fascínio — e uma boa dose de irritação.
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