#Literatura: Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel (1)
Um romance histórico onde a poesia e o amor resiste mesmo sob a vigilância e o medo
Parte 1
O sapateiro do bairro é sempre uma figura amistosa. Em Traduzindo Hannah, romance de Ronaldo Wrobel (Record, 2010), ele é um sujeito simplório, que trabalha com seriedade, atento aos detalhes dos pontos, fivelas, solados. Ninguém desconfia do sapateiro. Para o azar de Max Kutner, humilde sapateiro refugiado da Polônia, essa aparente passividade é justamente o que o transforma em peça chave da máquina de delação de Filinto Müller, chefe da repressão no governo Vargas.
Max é o protagonista criado por Ronaldo Wrobel autor e advogado carioca, traduzido para diversos idiomas e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura como Melhor Livro do Ano. É autor de 5 livros, 3 dos quais são romances, e em todos, a linguagem é direta mas poética e pontuada de humor sutil; a trama é cheia de reviravoltas e os personagens são sempre de carne e osso.


