Não É Imprensa

Não É Imprensa

#Literatura: Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel (1)

Um romance histórico onde a poesia e o amor resiste mesmo sob a vigilância e o medo

Avatar de Vivian Schlesinger
Vivian Schlesinger
mai 18, 2026
∙ Pago

Parte 1

O sapateiro do bairro é sempre uma figura amistosa. Em Traduzindo Hannah, romance de Ronaldo Wrobel (Record, 2010), ele é um sujeito simplório, que trabalha com seriedade, atento aos detalhes dos pontos, fivelas, solados. Ninguém desconfia do sapateiro. Para o azar de Max Kutner, humilde sapateiro refugiado da Polônia, essa aparente passividade é justamente o que o transforma em peça chave da máquina de delação de Filinto Müller, chefe da repressão no governo Vargas.

Max é o protagonista criado por Ronaldo Wrobel autor e advogado carioca, traduzido para diversos idiomas e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura como Melhor Livro do Ano. É autor de 5 livros, 3 dos quais são romances, e em todos, a linguagem é direta mas poética e pontuada de humor sutil; a trama é cheia de reviravoltas e os personagens são sempre de carne e osso.

Esta publicação é para assinantes pagos.

Já é um assinante pago? Entrar
© 2026 Não é Imprensa · Privacidade ∙ Termos ∙ Aviso de coleta
Comece seu SubstackObtenha o App
Substack é o lar da grande cultura