Não É Imprensa

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#Literatura: Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel (2)

A imagem de um ambiente em perpétua alegria e otimismo que, para bem e para mal, o Brasil projeta ainda hoje, está presente neste belo romance

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Vivian Schlesinger
mai 25, 2026
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Parte 2

Mesmo para o leitor que não conhece o Rio ou nem mesmo viu fotos do Rio antigo, é possível escutar os sons do bonde na Praça Onze, ou dos carroceiros entregando gelo, frutas, os gritos dos moleques jogando futebol no meio dos transeuntes; o leitor sente o cheiro de éter ao ‘entrar’ na farmácia, ou da peixaria antes mesmo de passar por sua calçada. Entre o final do século IXX e o começo do século XX, negros vindos da Bahia e da região cafeeira do Estado do Rio e judeus do Leste Europeu dividiam ruas, escolas e casas no bairro Praça Onze. Eles vendiam mercadorias, produziam boa música e boa comida, tanto uns como outros começando a vida do degrau mais baixo, com heranças não tão distintas como parece.

Traduzindo Hannah
Ronaldo Wrobel
Editora Record, 2010
272 páginas

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