#McLancheInfeliz
Foi uma noite dura para o Bruninho
Bruno Gagliasso, esse incansável guerreiro na luta contra a exploração do trabalhador, teve um ataque de pelanca porque a equipe do McDonald’s não estava a postos, tarde da noite, para satisfazer a sua fominha.
Segundo o próprio justiceiro social denunciou em suas redes: “Disseram que era até as 23h, mas, na verdade, fecha 22h50. Fecharam 10 minutos mais cedo. Se liga, McDonald’s”.
E foi assim, caguetando meia dúzia de chapeiros, que o defensor do trabalhador colocou o emprego daquelas pessoas em risco.
Confesso que fico em choque com o enredo:
1. Quem diria que logo no Rio de Janeiro alguém seria mal atendido em um restaurante? Que evento inédito!
2. Quem diria que o militante de luxo, que chora contra a jornada de trabalho, sangra pelo proletariado e combate o capitalismo vil, invadiria o templo do consumo a 10 minutos do encerramento e teria um colapso nervoso porque os funcionários decidisam encurtar em alguns minutos a jornada de trabalho?
É fascinante observar a elite progressista defendendo o pobre, desde que ele esteja uniformizado, sorrindo e entregando a sua batata frita no prazo.
Felizmente os responsáveis por suprir a sua maconha o atendem na hora certa. Infelizmente quem não respeita os horários são os responsáveis por saciar a sua larica.
Mas vá lá, eu até entendo a fúria do Bruno. Como é que um herói do povo vai liderar a revolução das massas se essas mesmas massas se recusam a alimentá-lo no meio da madrugada?
A verdade é que, ao pisar naquela lanchonete, Bruno Gagliasso deveria ser recebido com palmas e continência. Afinal, em se tratando de palhaçada, ele tem muito mais patente que o próprio Ronald McDonald.




A hipocrisia da elite progressista é um acinte