#Mensalão2.0
Desde o Mensalão os Correios provam que não existe conflito de interesses no Brasil. Os interesses estão sempre em harmonia e plenamente satisfeitos
Fabiano Silva, o churrasqueiro prerrogativista de Lula, saiu dos Correios e, obviamente, já recebeu uma belíssima proposta de emprego. O escritório do fundador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, não perdeu tempo e convidou o excelente estrategista que quebrou os Correios para fazer parte de sua bancada.
Mas, como a Comissão de Ética detectou um conflito de interesses óbvio e oportuno demais para todo mundo fingir que não viu, ele foi “condenado a uma quarentena” torturante. O “conflito de interesses” vai render R$ 53 mil mensais para Fabiano não fazer nada durante seis meses. Dinheiro pago pela estatal que ele deixou em frangalhos. Ou melhor, pagos por todos nós que sustentamos essa estatal e todos os esquemas que já conhecemos desde o Mensalão.
Como gestor dos Correios, Fabiano Silva gerou outra situação que envolve a resolução de outro conflito de interesses. Em qualquer lugar do mundo, uma empresa brigaria na justiça para não pagar por um rombo bilionário causado pela gestão fraudulenta de outros. Mas Fabiano Silva é um gestor que sabe as Prerrogativas e os amigos que tem. Ele resolveu assumir uma dívida de R$ 7,6 bilhões e, assim, penalizar os funcionários dos Correios e os pagadores de impostos pela gestão corrupta do Postalis. Para isso, decidiu que o melhor caminho era contar com Júlio Vicente Lopes e Maurício Marcellini. Esses dois senhores ocupavam cargos de comando justamente na época em que o dinheiro do fundo desapareceu. Previsivelmente, pagamos a conta para garantir que os responsáveis pelo desfalque sigam a vida sem serem incomodados e, de preferência, sendo premiados com quarentenas remuneradas e novos cargos que possibilitem novos desfalques.
Mas não é só isso. Afinal, somos um povo generoso. Fabiano também vai contar com uma banca de advogados das mais respeitáveis, financiada por todos nós e pelos funcionários dos Correios. O escritório Wambier, Yamasaki, Bevervanço & Lobo foi contratado sem licitação com a única e exclusiva função de fazer lobby para blindar o CPF dos dirigentes em processos de irregularidades contábeis. A versão oficial, obviamente, não é essa. Os mais de 300 advogados concursados dos Correios não dariam conta do trabalho, porque são processos altamente complexos, que demandam “notória especialização” - que o escritório, nessa área específica, não tem.
O escritório contratado tem o peso do prestigiado sobrenome Wambier – referência constante em decisões dos tribunais superiores. Durante os anos mais intensos da Lava Jato, Luiz Rodrigues Wambier emprestou sua respeitabilidade como testemunha de defesa de ninguém menos que Roberto Teixeira. Mas não ficou nisso, pois ele era um dos juristas que Roberto Teixeira e Cristiano Zanin consultavam para formular as estratégias de defesa de Lula.
Agora, o respeitável advogado será pago pelo contribuinte para fazer a defesa de Fabiano Silva que, por sua vez, como já mencionado, será pago pelo contribuinte somente para existir.
Enquanto todos nós pagamos mais e mais dinheiro para todas as bancas de advogados que defenderam o Lula livre, Lula está em suas viagens internacionais, proferindo livremente seus discursos cada vez mais inaudíveis, prometendo que seu governo vai combater a corrupção dos magnatas.
Não há conflitos de interesses no Brasil. Eles nos roubam e gastam nosso dinheiro sem nenhuma vergonha e nós pagamos sem reclamar.





Corrupção no Brasil é tão corriqueiro que os esclarecidos ou não, não se incomodam mais com isso. Basta ver o “do petrolão” eleito e se vingando do tempo de cadeia gastando a rodo e mentindo descaradamente.
Pobre país. Só não vamos embora pq não podemos.
Resultado da PREVI (BB) em 2024: 17 bilhões de déficit. Vamos aguardar 2025.