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#naoeentrevista: Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira

Ou: como usar um martelo na hora H.

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mar 19, 2024
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Olá, Antonio. Como você está?

Aqueles que vão bem, em boa parte das vezes, estão perdidos, isso sim. A vantagem questionável dessa condição é que a maioria não sabe disso. Então...

Por acaso a sua infância foi deliciosamente corrompida por Walt Disney?

Claro. Lembro-me de que comprei o Manual do Professor Pardal numa banca de jornais, perto de casa. Meu pai e eu (na verdade, ele sozinho, mas é mais bonito dizer que fomos nós dois) construímos uma geringonça com lâmpadas e 20 metros de fio para conversarmos em código Morse. Foi uma alegria.

Só desistimos desse não muito prático veículo de comunicação quando a minha avó, que nos visitava, enroscou-se numa conversa que contornava a sala e chegava ao meu quarto.

É imperioso lembrar que vivíamos a doçura dos anos 70. Aprendi nesse dia os dissabores da censura, porque a velhota era o cão...

Bem, guardadas as proporções, essa história quase vale as denúncias do pai do Pateta para o Comitê de Atividades Antiamericanas, não acha?

Quais são as memórias que você tem da sua infância? E, por favor, não se esqueça das empregadas.

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