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TCU denuncia patuscadas com aviões da Força Aérea
O Tribunal de Contas da União abriu as cortinas da engrenagem de privilégios com aviões da FAB. Entre 2020 e 2024, milhares de voos da FAB cruzaram o país transportando autoridades, num movimento crescente ano após ano, como se o espaço tivesse uma rota privada do poder. O custo dessas aventuras quase alcançou 300 de milhões de reais.
O que mais chamou atenção não foi apenas o volume, e sim o vazio. Em mais de 100 voos, as aeronaves ergueram voo levando um único passageiro; assentos permaneceram desertos enquanto motores consumiam recursos públicos. A ocupação média revelou mais ausência que presença, mais desperdício que necessidade. Em muitos casos, nem sequer se sabia com clareza quem estava a bordo. Os registros contém nomes incompletos, cargos e justificativas omitidas.
Houve ainda o desaparecimento da memória: listas de passageiros foram descartadas. Ao mesmo tempo, a Aeronáutica aparecia como mera executora dos pedidos, sem examinar com rigor as solicitações apresentadas. Assim, o voo partia antes da dúvida, e a despesa vinha antes da prudência.
Quando comparados à aviação comercial, muitos desses deslocamentos revelaram-se dramaticamente mais caros. Faltaram critérios objetivos para explicar por que o luxo oficial substituía alternativas comuns. E sobre tudo pairava o véu do sigilo, aplicado de forma ampla e pouco fundamentada, como nuvem espessa sobre informações que deveriam pertencer à luz pública.
Como sequer há informações para responsabilizar ou punir alguém, o TCU propôs novas regras: que se fechem as brechas, que se registrem os nomes, que se justifiquem os voos. Já era um protocolo não cumprido. E continuará sendo.





Enquanto ocorre aumento dos voos de mordomia para a cleptocracia, a aviação de combate da FAB sofre com restrições de horas de voo e evasão de pilotos. Ou seja, recursos materiais, financeiros e humanos que deveriam estar a serviço da defesa nacional são desviados para atividades questionáveis, no mínimo.
Nada como ter um governo socialista que se preocupa tanto com o pobre.