#QueHistóriaÉessa,Geleia?
Ele não muda a mesa que ele senta. Ele muda conforme a mesa que ele precisa sentar.
Fábio Porchat descobriu que o pêndulo está voltando. Parece que ele já notou que a água do esgoto está vazando na cabine vip do Titanic Woke que ele ocupa há algum tempo.
Agora ele tenta fingir que ele nunca disse o que ele disse, que ele nunca mirou em quem ele mirou e que ele sempre foi esse sujeito equilibrado, generoso e cheio de nuances.
Isso é típico do homem de geleia: Ele não muda a mesa que ele senta. Ele muda conforme a mesa que ele precisa sentar.
Nem os populares e heróis nacionais Chitãozinho & Xororó salvaram a popularidade real de Porchat. Depois do fracasso miserável do seu último filme inspirado no hino da dupla, filme que, segundo me contou amigos meus de lá, ajudou a Warner Brasil a repensar sua atuação com produções nacionais, Porchat parece estar descobrindo que sua fama é biônica.
Ao pagar todos os pedágios da agendinha woke brasileira, ele se abrigou na bolha da beautiful people. Isso lhe garantiu um programinha bunda por temporada, publicidade e aplausos em ambiente controlado com ar-condicionado. Mas não lhe garantiu popularidade no mundo real, onde o sol faz as pessoas normais suarem todos os dias
Quando precisa da audiência fora da osmose de estar na Globo, não alcança nada muito satisfatório. Quando precisa do público para comprar os produtos que anuncia graças a politicagem que faz com os atendimentos das agências, esse mesmo público aparece nos comentários chamando-o de hipócrita. Quem não lembra quando anunciou Coca-Cola e delivery nas redes? Foi um enxurrada de rejeição das pessoas que ele deveria estar influenciando.
Ciente disso, como bom homem de geleia que é, “descobriu” só agora que boa parte dos brasileiros é evangélica e correu para fingir em público que tem algum elogio a fazer a eles. Mais do que isso: mandou sua assessoria plantar ao máximo a notícia de que “nossa, o Porchat elogiou os evangélicos”.
Todo homem de geleia é rato de navio: corre para o lado que está afundando menos. Vendo que todo discurso woke que ele propagou, e usou para condenar amigos e colegas, está perdendo força nos Estados Unidos, sabe que logo isso chega aqui. Então começou a limpar a barra. Para quem vive farejando manchete favorável, até a fé vira estratégia de reposicionamento.
Mas deixo aqui o registro para a gente nunca esquecer.
É o mesmo sujeito que passou anos tratando o cristianismo como antro de gente burra e manipulada, fazendo dessa categoria uma das poucas que podiam ser ofendidas sem ressalva. Agora aparece dizendo que evangélico “até faz coisas boas”. Demorou só uns dez especiais chamando Jesus de viado, Deus de burro e uma queda na temperatura dos aplausos para ele descobrir que crente também é gente.
Porchat não muda de opinião. Ele muda de recipiente. É um homem de geleia.
Coloca o Roda Viva aí no YouTube.
Quando parecia que isso lhe traria biscoitinho da Beautiful People, o petzinho capado da turma virou sobremesa de politicamente correto.
É o mesmo cara que, quando eu fui condenado à prisão, fez um programa na GNT cheio de gente reunida só para me xingar e relativizar a minha condenação enquanto ele ficava no papel de “nossa, sério? Que coisa, hein”. Naquela mesma semana, ainda pediu para a assessoria emplacar uma capa na Trip fingindo que ele também estaria sendo censurado. Aí você lê a matéria e não tinha ninguém censurando o cara. Até hoje não tem.
Na mesma semana em que alguns membros da classe artística, como Emicida e João Vicente, estavam no programa do Porchat relativizando a minha condenação a prisão cavada por Maria do Rosário, do PT, Porchat cavou para si essa capa na Trip.
Quem quer calar Porchat? Ninguém. Nunca quiseram. Um homem de geleia só finge. Não incomoda.
Além de covarde, que usa os outros para atacar quem deseja, ainda é invejoso o suficiente para surfar na desgraça dos colegas.
Esse mesmo cara que surgiu no stand-up comedy, quando parecia bom para a imagem dele, fez passeata pelo humor livre. Depois, quando viu que o dinheiro e lisonja estava no wokismo, passou a “descobrir” que “humor tem limite”.
O “limite do humor”, que Porchat descobriu, na verdade, era a senha para ele entrar no jantar certo e abrir a porta certa.
No caso Léo Lins, fez o número completo: primeiro virou Voltaire de condomínio, defendendo o direito do colega. Depois que veio a vaia da turma certa, ele apagou tudo e descobriu que tinha sido “raso, precipitado, confuso”.
Profundidade nunca foi a especialidade da gelatina.
Essa semana, antes de posar de simpático com evangélicos, falou de machismo no stand-up jogando fumaça no ambiente: sem citar nome, sem apontar caso, sem sujar a camisa. É o método Porchat. Falou exatamente o que a jornalista na frente dele queria ouvir: “O stand-up é machista.”
Para ganhar carinho de uma jornalista que nunca pisou num comedy club, mas tem opinião pronta sobre todos eles, encontrou machismo no mesmo meio e nas mesmas pessoas que sempre foram generosas, por exemplo, com a atual namorada dele. Só por curiosidade: a mulher dele começou na comédia na TV, no meu programa, ao lado dos “machistas” Léo Lins e Murilo Couto, e também nas noites de stand-up em São Paulo. Eu diria que o stand-up comedy foi mais respeitoso com a atual mulher dele do que ele foi com a sua ex.
Homem de geleia é isso: fiscal do respeito dos outros.
No fim, fica o registro: Porchat é o homem de geleia. Sem forma, sem firmeza, sem coluna. Sem culhão.
A covardia dele pode agradar a rodinha da Beautiful People, render programinha por temporada protegido pela bolha global que ele frequenta e até garantir uns anúncios. Mas, quando ele vem para a realidade, falta audiência, falta bilheteria, falta endosso popular real.
As pessoas comuns olham e entendem: ali está um homem de geleia.
Que história é essa, geleia?









Porchato em resumo e sem conteúdo por resultado !!!