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#RealismoPolítico

Diante do que parece uma direita leninista e de conservadores que mais se assemelham a bolcheviques, não adianta gritar contra o populismo

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Lais Boveto
fev 18, 2026
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Benedikt Kaiser, intelectual da AfD alemã, recorre a Gramsci e a 42 volumes de Lenin. O conselheiro de J.D. Vance considera que Trump é uma versão americana de Attlee (líder do Partido Trabalhista britânico) em contraste com o “Churchill de Biden”. Na NatCon de 2025 – grande evento mundial dos conservadores – o partido republicano foi atacado como inimigo e a bandeira de um “republicanismo da classe trabalhadora” foi levantada.

A nova direita é um desafio de honestidade intelectual que coloca um cientista político, diretor de uma instituição eminentemente liberal (European Council on Foreign Relations), numa posição absolutamente conservadora, com a finalidade de, paradoxalmente, salvar o liberalismo.

O nome do cientista político é Mark Leonard e, para ele, a honestidade intelectual consiste em admitir que o projeto do centro liberal, ao qual ele pertence, enfraqueceu principalmente pela arrogância. Ele reconhece que as “elites liberais” se divorciaram da realidade do cidadão comum ao tratar a globalização, a imigração - no Brasil, a segurança pública - e as mudanças culturais como processos puramente técnicos e inevitáveis, ignorando a dor social que eles causavam. Leonard defende que é necessário abandonar a retórica da superioridade moral, para adotar o realismo político.

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