#Rejeitado
Jorge Messias morreu com o papel na mão
Aquele que levou o papel, confiado por Dilma a Lula, para usar somente em caso de necessidade, sonhou em subir na vida e virar supremo ministro do STF.
Mas a história é insensível e lhe reservou algo pior do que ter de conviver diariamente com Gilmar Mendes. Ficará para sempre como aquele que foi rejeitado pelo Senado. O primeiro infeliz, desde 1894.
Sua sorte é que, ao sair de cena, ninguém lembrará mais o seu nome.
Já Lula corre o risco de terminar sua carreira pública como um derrotado.
A rejeição do Bessias foi apenas mais uma prova de que Lula nunca soube articular politicamente com o Congresso. Por isso preferiu comprá-lo com o Mensalão e o Petrolão. Mas com o orçamento secreto, sem dinheiro para distribuir, seu terceiro mandato foi tão inócuo quanto as viagens da Janja.
Em Brasília, ninguém é inocente por acaso nem culpado sozinho. Houve uma ação deliberada para boicotar a indicação de Lula para o STF. Liderada por Davi Alcolumbre, mas que contou, inclusive, com ministros do Supremo e também petistas que buscam liberdade para negociar suas maracutais regionais.
Hoje, Lula deve sofrer mais uma derrota. Deputados e senadores prometem derrubar o veto ao PL da Dosimetria, que pretende reduzir as penas dos condenados do dia 8 de janeiro e, principalmente, de Bolsonaro.
Será o ponto final de um governo que nasceu póstumo. E, provavelmente, da carreira de Lula. A esta altura, uma pretensa reeleição só poderia beneficiar Geraldo Alckmin, que está acostumado a esperar que a morte lhe dê uma oportunidade política.




É o começo do fim, como diria Dilma.
Lula merece essa desmitificação. Como disse, não é que ele fosse um grande negociador: simplesmente comprada apoio, e espero que assim o retrate a História.