#RitmoDeFesta
A CPMI do INSS foi instaurada com o objetivo de investigar a roubalheira no INSS. Mas terminou sem relatório e sem indiciamento
A gente fica se perguntando para que serve uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O caso de corrupção está exposto. Todo mundo sabe quem são os culpados. Mas, no final, depois de 7 meses de espetáculos quase circenses, com discursos, xingamentos, bate-bocas e ameaças de agressão, o relatório final sequer foi aprovado.
O relator propôs o indiciamento de duas centenas de pessoas. Mas o nome principal era Lulinha. Por ele a base do governo se mobilizou para inviabilizar todo o trabalho. Ministros e figurões do Partido dos Trabalhadores se mobilizaram para enterrar a CPMI, depois que o STF vetou a sua prorrogação.
No relatório final, 41 empresas aparecem como fachadas para pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro. Movimentaram, entre 2018 e 2025, mais de 39 bilhões de reais.
O PIB está estagnado. Os salários nunca têm reajustes. Mas os números da corrupção inflacionaram de milhões para bilhões como num passe de mágica.
Uma CPMI deveria servir para desvendar os crimes e apontar os criminosos. Mas numa roubalheira que perpassa governos, todo mundo acaba tendo uma beirada de culpa.
Dos 241 nomes apontados no relatório, sobrou para bolsonaristas, petistas e até para os ministros do Supremo que frequentavam as festinhas privês de Vorcaro e se envolveram no escândalo do Banco Master.
É claro que, com tanta celebridade, uma investigação terminar assim é motivo de festa tanto para o governo quanto para a oposição (e também para o STF).



