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#SalinhaSemVergonha

A república nunca vai cair, porque nunca ficou de pé. O único pavor que a delação de Vorcaro pode provocar nos excelentíssimos é o do divórcio com comunhão de bens

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João Falstaff
mar 20, 2026
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Tocam as trombetas do apocalipse em Brasília: “Vorcaro vai delatar!”; “Vorcaro não poupará ninguém!”; “Vorcaro vai poupar os suprêmicos”; “Salve-se quem puder!”; “Medo em Brasília!”; “A República vai desabar!” etc...

O que dizer da profecia de que “A República vai desabar”? Quanto otimismo! Para desabar, a República precisaria ter, em algum momento remoto de sua história, conseguido ficar de pé. É desejar um milagre da física política ameaçar de queda uma estrutura que foi projetada para rastejar com tanta desenvoltura. Não se derruba o que já nasceu deitado em berço esplêndido e de lá jamais saiu.

Bom mesmo seria ter o advogado e poeta Gregório de Matos aqui, vivíssimo, entre nós. Bom para nós, é claro. Ele que, certa vez, concluiu, com tamanho acerto, que o nosso Direito foi resumido a dois efes e o resto era poesia. Se vivo fosse para assistir a essa nova temporada de agitação candanga, o Boca do Inferno certamente aplaudiria de pé a evolução dos nossos efes.

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João Falstaff
João Falstaff é um falstaffianista, autoproclamado incorrespondente do NEIM em Brasília, a cidade que também “de dois efes se compõe”, como a Bahia no poema de Gregório de Matos.
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