#SobrevidaAoAiatolá
Trump ameaçou bombardear Teerã e a teocracia iraniana resolveu se abrir para a negociação
Donald Trump passou a semana pressionando o regime do Aiatolá Khamenei, chegando a prometer um ataque militar no fim de semana.
Os americanos alegavam não haver avanço nas negociações sobre o fim do programa nuclear iraniano, por isso, prometiam jogar umas bombas em Teerã.
Como avisou o Chiuso no seu texto aqui no NEIM, era “a velha máxima de Clausewitz: ‘a guerra é a continuação da política por outros meios’".
Ficamos todos frustrados, sem um bombardeio de final de semana.
O presidente Masoud Pezeshkian veio com aquela conversa mole de que o seu país estava preparado para revidar a agressão americana. Mas, no mesmo dia, seu ministro das relações exteriores, Abbas Araghchi, dizia-se confiante de que "ainda há uma boa chance de se chegar a uma solução diplomática baseada em uma situação vantajosa para ambos os lados".
Eles continuam dizendo que enriquecem urânio para fins pacíficos, embora a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU), sem nenhuma cooperação do regime do Aiatolá, tenha atestado que os iranianos já são capazes de enriquecer urânio a pelo menos 60%, mais perto dos 90% para se fazer armas nucleares do que dos 3,67% necessários para o funcionamento de uma usina nuclear.
Em suma, se não teve bomba americana no fim de semana, significa que tiveram uma boa conversa.
O Aiatolá ganha uma sobrevida e mantém seu regime de pé.
A imprensa internacional noticiou que um “alto funcionário de Teerã” – sempre esse sujeito oculto –, afirmou que o regime do Aiatolá considerou a hipótese de enviar metade de seu urânio para o exterior, diluir a outra metade para ficar dentro dos padrões estabelecidos pela AIEA. Alguém acredita?
Segundo o mesmo funcionário, a teocracia do Aiatolá ainda está disposta a oferecer uma abertura de mercado para empresas americanas nos setores de gás e petróleo iranianos, em troca do reconhecimento do seu programa nuclear – e, claro, a manutenção do regime totalitário do Aiatolá.
Tudo isso depois de verem os americanos aumentarem consideravelmente sua presença militar no Golfo Pérsico.
Mais uma vez Trump vai conseguindo vantagens nas negociações. Ele prometeu aos eleitores americanos que não se meteria em novas guerras. Mas nunca prometeu que deixaria de usar o poder militar americano para fazer sua America Great Again.





E o povo iraniano que se dane!
Caso essa conversa tenha acontecido mesmo, é interessante saber o que foi discutido e quais acordos foram feitos. Enquanto isso, o povo iraniano continua esmagado pelos aiatolás. Será que houve algum acerto para não haver interferência na ditadura? Foi decidido alguma coisa em relação a Israel?