No Brasil, ministros do Supremo podem fazer o que bem entendem. Podem participar de eventos patrocinados por empresas com processos na Corte, podem jantar com CEOs cujas causas julgam, podem até fazer propaganda do governo em eventos pelo mundo. E tudo isso sem qualquer consequência.
Muitos acreditam que o simples fato de a imprensa noticiar esses eventos é uma prova de que não há autoritarismo. Afinal, se houvesse, essas informações não chegariam ao público. Mas autoritarismo não impõe o silêncio absoluto. Aliás, os regimes autoritários mais sofisticados e modernos já têm meios muito mais eficientes de atuar e, na maioria das vezes, buscam a conformidade e não a simples obediência.



