#TchauBessias
Enquanto isso na sala de injustiça…
A classe política brasileira é tão desgraçada que o fato do famoso “Bessias”, o sujeito que tentou obstruir a justiça para o Lula e depois deu um abafa providencial nas fraudes do INSS, não ter sido aprovado para o STF nos causou estranheza. Ficamos em choque, como se algo fora da normalidade tivesse acontecido.
E aconteceu.
Desde o século retrasado o Senado não soltava o rabo para barrar uma indicação ao Supremo. A gente já vive em estado de síndrome de Estocolmo: a expectativa era que mais um articulador político parcial vestisse a imparcial toga para garantir a impunidade dos amigos (de novo).
Mas quem diria que o sujeito que assina parecer a favor do aborto e depois diz que “não leu” seria barrado? O cara é o Advogado-Geral da União e assina documentos como quem assina termo de uso de aplicativo: sem ler e torcendo para não ser cobrado depois. Quem ele acha que é pra definir as coisas sem ler antes? O Flávio Bolsonaro?
Perdemos completamente a noção de referência. Enquanto aqui parece anormal que um sujeito desses seja rejeitado, em qualquer lugar sério seria um escândalo o simples fato dele ser indicado.
Seja sincero, você compraria um carro desse sujeito:
Ainda sem acreditar que ele foi rejeitado com tamanha folga, seguimos no modo de espera brasileiro: a certeza de que o próximo indicado será ainda pior.
Quem será o próximo juiz do STF? Um dos irmãos Cravinhos? Ou, para seguir a cota identitária, quem sabe o Lula não indique pra vaga a Suzane von Richthofen?
Essa sensação generalizada de que, se algo ruim foi rejeitado, significa que algo pior está por vir é a comprovação de que, para a gente, o Congresso não é a casa dos nossos representantes e o STF não é o tribunal dos justos. Aquilo é a Legião do Mal, só que sem a Sala da Justiça dos Superamigos para fazer o contraponto.
O Brasil é um universo paralelo de ponta-cabeça, um lugar tão bizarro que aqui não é o verdadeiro Messias que é rejeitado, mas o falso.
Aliás, o que não falta por aqui é falso Messias. Um está inelegível em prisão domiciliar, o outro foi rejeitado pelo Senado, enquanto Barrabás, solto e rindo da nossa cara, é quem governa.
Definitivamente, não existe salvação por aqui.






Resumiu precisamente o que sentimos, parabéns!
Texto impecável Danilo, infelizmente o "office boy do papel" foi rejeitado apenas e tão somente por não ter sido do agrado de Álcool Lumbre, se não passaria batido.
Lamentável...