#Trumpização
Só agora parece que o mundo está entendendo o fenômeno Donald Trump
Se nos EUA a trumpização parece um caso perdido, na Europa, o tema aparece diluído em discussões mais amplas sobre populismo, descolamento das elites políticas e desgaste do discurso progressista tradicional.
Mas um colunista do Le Monde, Filipe Bernard decidiu tocar na ferida. A ideia central do seu texto é a de que os progressistas americanos cavaram a própria cova ao ignorar angústias sociais concretas e ao moralizar excessivamente o debate público com suas pautas identitárias.
A repercussão foi grande no final de semana. Mas como vivemos nessa época imemorável, tudo já caiu no esquecimento.
Nos Estados Unidos e no Canadá, o trumpismo é tratado como um problema doméstico, explicado por variáveis internas, e raramente como um fenômeno mundial.
Ninguém ignora os argumentos do colunista do Le Monde. No fundo, até concordam.
O problema é que ninguém sabe ao certo o que fazer.
Enquanto isso, Trump deita e rola.





Como meu conhecimento de economia e política é fraco (e também de 100 outros assuntos), cheguei à conclusāo que preciso entender o que Trump faz, e nāo o que diz. Tampouco me aprofundo na política interna dele. Por esse critério, me parece que ele tem muito mais acertos do que erros. So far. E quando penso no que teríamos com Harris (Obama comandando de facto), fico mais feliz ainda com Trump.
Verdade, deita e rola. Só que o modelo de Trump leva necessariamente à entropia ao pretender revogar a globalização econômica a qual até os comunistas chineses aderiram.
O jeito caótico de Trump - ontem falou de paz, hoje de guerra, and so go on - produz caos que, cedo ou tarde, levará à exaustão e ao rechaço do modelo que propõe. Posso estar errado, mas é a posta que faço (veja o que acontece com o bolsonarismo entre nós).