#UmGovernoInócuo
O Brasil virou um país apalermado. Sem projetos. Sem futuro. Sem entusiasmo
Lula provocou Tarcísio, dizendo que ele é fantoche de Bolsonaro.
Tarcísio, bajulado pelo Centrão, disse que não tem tempo a perder com Lula.
Lula, então, provocou Zema, dizendo que ele é um falso humilde.
Zema respondeu alguma coisa que não tem a mínima importância.
Essa é a política do Brasil.
No meio do tarifaço trumpista, da lei Magnitsky, do orçamento de 2026 com déficit de 23 bilhões, os presidenciáveis ficam numa conversa mole pré-eleitoral.
Mas a síntese da nossa tragédia é a nova propaganda do governo.
Sidônio Palmeira apresentou uma campanha tão inócua quanto ele.
“A gente não vai deixar de usar o Pix. O Pix é nosso. É de graça (…). O Brasil é soberano”…
Um bocejo, antes de vermos uma das artes da propaganda.
Na época em que recebiam em dólar nos paraísos fiscais, os marqueteiros do PT pareciam melhores.
Mas Sidônio insiste:
“Estou aqui há sete meses e digo para vocês: não tem um dia que eu não paro, penso, vejo qual o caminho que a gente tem para mostrar tudo que esse governo está fazendo".
A sinceridade dele é comovente.
É realmente um problema propagar o nada.
É preciso pensar muito para conseguir achar alguma coisa relevante nesse governo.
Mas Sidônio é destemido. Não desiste. Não tem medo do ridículo.
Ao apresentar o novo slogan – “Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro” –, fez questão de explicar:
“Por que ‘do lado’, e não ‘ao lado’? Porque ao lado você está ao lado de alguém, mas do lado você está defendendo”.
No meio do tarifaço trumpista, da lei Magnitsky, do orçamento de 2026 com déficit de 23 bilhões, o abracadabra do grande marqueteiro petista é um cândido joguinho de palavras.
Mas as pesquisas mostram que ninguém liga para as genialidades de Sidônio. O pior é que ele mesmo admite que “o conhecimento das políticas não se revelou capaz de modificar substancialmente a opinião pública”.
Eis o resultado:
O Brasil virou um país apalermado. Sem projetos. Sem futuro. Sem entusiasmo.
O NEIM poderia ativar o tradutor de lero-lero do Sidônio. Na verdade, ele acorda todo dia e pensa como vai fazer para enrolar o povo com este desgoverno tão ruim e como ele pode se beneficiar de ser cumpanhero do rei.
Bom dia, bom texto. Realmente vivemos um desgoverno no executivo, uma gestão inócoa executivo repleto de ideais velhas e que não deram certo, ausência de projeto país. Somado a um péssimo congresso, que nada fza a não ser pegar e pegar mais e mais dinheiro. Em resumo, Brasília vivendo e respirando apenas por Brasília, e nós pagando a conta. Até quando continuaremos assim?