Excelente artigo! Além de todas as 'qualidades' do cinema nacional acentuadas pela autora, assinalo também a obsessão dele por sexo: no fim, tudo vira putaria. Se fizerem um filme sobre a exploração em Marte, vai rolar uma transa entre o astronauta e uma pedra marciana.
Mariella, não tenho um décimo do seu conhecimento dos critérios na arte de cinema, mas depois de ter lido teu texto e pensado nos pouquíssimos filmes nacionais que me obriguei a ver, cheguei à conclusão que você acertou em todos os quesitos. Agora tenho argumentos para não ver e não gostar. Obrigada!
Tenho 85 anos. Aos 13, 14, me divertia com as comédias carnavalescas da Atlândida. Ria muito de Oscarito e Grande Otelo. Depois disso, ninguém do cinema brasileiro, nem Glauber Rocha, conseguiu me emocionar. Aguardo ansiosamente o lançamento de Dark Horse para poder admitir que estava errado. Ironia, à parte.
Realmente, Elysisum é uma boa vitrine do talento de Wagner Moura.
Temos também os filmes que são "cartilhas ideológicas". Recentemente fiz a bobagem de assisir ao filme "Livros restantes", com Denise Fraga, porque ingenuamente achei que o filme seria sobre livros.
Eles aparecem, mas só em alguns poucos minutos no começo e no fim do filme. O longo intervalo entre esses dois momentos é preenchido por um catálogo ideológico: mãe separada que criou a filha sozinha, irmão homossexual com uma mãe já conhecedora da situação e compreensiva, homens heterossexuais brancos que não valem nada (o ex-marido e um antigo namorado), amiga de infância casada que separou e agora tem um relacionamento homossexual, amigo de infância negro que tem todas as qualidades, tio branco abusador, close em atores negros sem nenhuma justificativa narrativa, em um determinado momento aparece alguém usando uma camisa do MST e por aí vai.
Assistam quando estiverem com raiva de vocês mesmo e estiverem querendo se castigar.
Por isso é que não perco nem meu tempo e nem meu dinheiro. Estou com o saudoso Paulo Francis: “Não vi e não gostei.” 😂😂😂
Excelente artigo! Além de todas as 'qualidades' do cinema nacional acentuadas pela autora, assinalo também a obsessão dele por sexo: no fim, tudo vira putaria. Se fizerem um filme sobre a exploração em Marte, vai rolar uma transa entre o astronauta e uma pedra marciana.
Mariella Augusta, orgulho de sua inteligência e crítica aguda!
Mariella, não tenho um décimo do seu conhecimento dos critérios na arte de cinema, mas depois de ter lido teu texto e pensado nos pouquíssimos filmes nacionais que me obriguei a ver, cheguei à conclusão que você acertou em todos os quesitos. Agora tenho argumentos para não ver e não gostar. Obrigada!
Chega domingo e fico “Esperando Mariella”. Obrigado e, por favor, siga aparecendo por aqui.
Tenho 85 anos. Aos 13, 14, me divertia com as comédias carnavalescas da Atlândida. Ria muito de Oscarito e Grande Otelo. Depois disso, ninguém do cinema brasileiro, nem Glauber Rocha, conseguiu me emocionar. Aguardo ansiosamente o lançamento de Dark Horse para poder admitir que estava errado. Ironia, à parte.
Artigo para copiar e guardar.
Realmente, Elysisum é uma boa vitrine do talento de Wagner Moura.
Temos também os filmes que são "cartilhas ideológicas". Recentemente fiz a bobagem de assisir ao filme "Livros restantes", com Denise Fraga, porque ingenuamente achei que o filme seria sobre livros.
Eles aparecem, mas só em alguns poucos minutos no começo e no fim do filme. O longo intervalo entre esses dois momentos é preenchido por um catálogo ideológico: mãe separada que criou a filha sozinha, irmão homossexual com uma mãe já conhecedora da situação e compreensiva, homens heterossexuais brancos que não valem nada (o ex-marido e um antigo namorado), amiga de infância casada que separou e agora tem um relacionamento homossexual, amigo de infância negro que tem todas as qualidades, tio branco abusador, close em atores negros sem nenhuma justificativa narrativa, em um determinado momento aparece alguém usando uma camisa do MST e por aí vai.
Assistam quando estiverem com raiva de vocês mesmo e estiverem querendo se castigar.