#IrãIrado(1)
A ira do Irã conta com o apoio da esquerda internacional
Até 1979, o Irã era uma monarquia controlada pela família Pahlavi.
Pai e filho foram os responsáveis pela modernização do país, antigamente conhecido como Pérsia.
Nessa época, o Irã não tinha essa ira toda contra os judeus, os gays, as mulheres e a cultura ocidental.
Ao contrário. A dinastia Pahlavi inseriu o Irã no mundo ocidental.
O país tinha relações diplomáticas com Israel e os governos se ajudavam.
Havia 100.000 judeus no Irã, uma das maiores comunidades judaicas do Oriente Médio. Restaram poucos milhares.
As relações com os Estados Unidos também eram ótimas. Tanto assim que, após o golpe que derrubou a monarquia, a família se exilou na América.
Tudo começou a mudar quando em 1979, os radicais islâmicos derrubaram o governo e colocaram no poder o aiatolá Ruhollah Khomeini, que estava exilado em Paris.
Foi instituída uma ditadura religiosa no Irã. Chamar de “teocracia” é disfarçar a realidade. É ditadura pura e simples.
Para implementar esse regime sanguinário e opressor, os aiatolás adotaram a Sharia, uma série de leis criadas no Século VII.
Os aiatolás pegaram o Irã que vivia no Século XX e recuaram 1.300 anos.
Passaram a enforcar homossexuais, apedrejar adúlteras, prender e matar mulheres que não cobriam os cabelos. Passaram a oprimir os LGBT+ e as mulheres.
E por que a esquerda apoia o Irã e se cala com relação a essa opressão?
A resposta é simples.
Para derrubar a monarquia Pahlavi, os aiatolás contaram com a ajuda da União Soviética.
Como a URSS era contra a América e o governo revolucionário islâmico também era contra a América, o inimigo do meu inimigo é meu amigo.
Mesmo que ele discorde das minhas pautas.
E mesmo que União Soviética não exista mais.
Não se esqueçam que a esquerda ainda vive nos anos 1960, contra o imperialismo ianque.
Isso explica por que a esquerda não apoia a derrubada de um regime que é contra o que a esquerda defende: LGBT+ e feminismo.
Para a esquerda, o regime revolucionário islâmico pode oprimir seu povo e matar dezenas de civis para se perpetuar no poder, afinal ambos são contra a América e os judeus.
Aguardem o próximo capítulo.




Discordo da visão simplista. O Xa do Iran aprontou muito contra o povo, e vivia como nababo num país pobre. A ira que insurgiu contra ele (e o reino absolutista) foi natural e popular. Apenas os religiosos conseguiram aglutinar as oposições e acabaram assumindo o país e transformaram a cultura. Vide o absurdo da polícia dos costumes.