#SherlockHolmes
Depois a imprensa não sabe porque perde leitores
O humorista Afonso Padilha tem um bordão para quando alguém fala o óbvio ululante: “Ora, ora, ora, temos um Sherlock na plateia”.
Li uma chamada na capa do Estadão, um dos jornais mais importantes do país — com 120 anos de história — sobre um comentário da Monja Cohen que me lembrou o Afonso Padilha.
Diz a monja: “Precisamos saber usar a IA para que seja útil para nós”. A sabedoria milenar da monja prossegue: “estamos em processo de transformação constante”.
Ora ora ora, temos um Sherlock no palco do São Paulo Innovation Week.
Se as palestras do São Paulo Innovation Week são nessa linha, deviam ter me convidado para palestrar. Sou especialista em inutilidades óbvias.
Prefiro o Barão de Itararé: “de onde menos se espera é que não sai nada mesmo”.




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É o domínio dos estagiários nas redações.