Surto judeofóbico de Jessé de Souza me faz revisitar um artigo que escrevi há 20 anos e um tema pouco explorado por estudiosos do antissemitismo: o papel soviético no atual quadro de ódio aos judeus.
A influência soviética sobre parte da intelectualidade de humanidades é um verdadeiro caso de estudo psiquiátrico.
Nos anos 1930, por exemplo, a Internacional Comunista criou uma definição de “fascismo” sem qualquer base histórica, mas que se enraizou tão profundamente na academia que, um século depois, ainda é repetida como dogma.
O mesmo ocorre com o antissemitismo de matriz soviética. Hoje vemos, como no caso de Jessé de Souza, que muitos "acadêmicos" ainda acreditam nos Protocolos dos Sábios de Sião.
Nessa hora, o pensamento crítico brilha pela sua ausência.
Parênteses: engraçado como Noam Chomsky, que escreve sobre como a população é manipulada pela mídia, foi convencido de que Lula é inocente.
Eu morei e estudei na URSS. Aqui estão dois exemplos que vivenciei, que mostram o antissemitismo estrutural soviético:
• Um colega judeu teve a entrada barrada no Komsomol da Faculdade de Biologia da Universidade Estatal de Moscou. Pela discussão, parece que fazia muito tempo que nenhum judeu tinha tentado ingressar nessa organização do partido comunista.
• Só em 1986, já na perestroika, judeus foram aceitos pela primeira vez na especialidade de Biologia Molecular, antes totalmente vetada a eles (e a estrangeiros).
Sobre a Universidade da Amizade dos Povos Patricio Lumumba, localizada também em Moscou, era um excelente lugar para a diversão no final de semana, e lugar de adquirir produtos do mercado negro, quando os mesmos sumiam dos mercados da cidade.
Wow, Victor, quanta informaçāo importante, fatos cuja existência eu nem desconfiava. Agradeço, apesar de que foi mais uma gota de ácido na minha gastrite.
Jessé de Souza é uma nulidade que só consegue algum protagonismo por "pastar" a mesma erva daninha que alimenta os esquerdófilos tupiniquins.
Texto excelente, esclarecedor e com informações importantes.
Parabéns, Victor.
Por favor, mantenha os leitores atualizados para que possam ter claro as táticas desses aloprados antissemitas e afins.
Excelente texto — e muito necessário.
A influência soviética sobre parte da intelectualidade de humanidades é um verdadeiro caso de estudo psiquiátrico.
Nos anos 1930, por exemplo, a Internacional Comunista criou uma definição de “fascismo” sem qualquer base histórica, mas que se enraizou tão profundamente na academia que, um século depois, ainda é repetida como dogma.
O mesmo ocorre com o antissemitismo de matriz soviética. Hoje vemos, como no caso de Jessé de Souza, que muitos "acadêmicos" ainda acreditam nos Protocolos dos Sábios de Sião.
Nessa hora, o pensamento crítico brilha pela sua ausência.
Parênteses: engraçado como Noam Chomsky, que escreve sobre como a população é manipulada pela mídia, foi convencido de que Lula é inocente.
Eu morei e estudei na URSS. Aqui estão dois exemplos que vivenciei, que mostram o antissemitismo estrutural soviético:
• Um colega judeu teve a entrada barrada no Komsomol da Faculdade de Biologia da Universidade Estatal de Moscou. Pela discussão, parece que fazia muito tempo que nenhum judeu tinha tentado ingressar nessa organização do partido comunista.
• Só em 1986, já na perestroika, judeus foram aceitos pela primeira vez na especialidade de Biologia Molecular, antes totalmente vetada a eles (e a estrangeiros).
Sobre a Universidade da Amizade dos Povos Patricio Lumumba, localizada também em Moscou, era um excelente lugar para a diversão no final de semana, e lugar de adquirir produtos do mercado negro, quando os mesmos sumiam dos mercados da cidade.
Dois em um,que valem uma boa lida.
Obrigado pela aula. A esquerda tem que ser exposta e confrontada pelo que fez, seja qual for a área em que tenha atuado.
Excelente texto, muito esclarecedor.
Wow, Victor, quanta informaçāo importante, fatos cuja existência eu nem desconfiava. Agradeço, apesar de que foi mais uma gota de ácido na minha gastrite.
Ainda não inventaram uma tecnologia que incorpore um Pepsamar a um post. Mas acho que é questão de tempo…
Impressionante, o tempo passa e o trem não muda...